Exército sírio retoma famosa fortaleza do tempo das Cruzadas
TV libanesa mostrou imagens de soldados expulsando rebeldes do Krak des Chevaliers
O Krak des Chevaliers
"O exército sírio hasteou a bandeira da nação no Krak, na província de Homs, depois de arrasar os terroristas que se escondiam lá", afirmou uma reportagem do canal al-Mayadeen, com sede em Beirute e que apoia o regime de Bashar Assad, enquanto mostrava imagens de soldados comemorando no interior da fortaleza. As tropas sírias também conseguiram retomar a cidade de al-Hosn, ao lado da fortaleza.
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O local estava sob controle dos rebeldes desde julho de 2011. Além dos salafistas da Jund al-Cham, a construção também era utilizada pelos jihadistas da Frente Nusra. Não há detalhes sobre danos causados à construção durante os combates.
Localizada no alto de uma colina, o Krak foi originalmente construído em 1031 pelos emires de Aleppo. Em 1110, durante a Primeira Cruzada, o local foi conquistado pelo cavaleiro normando Tancredo, o regente da Antióquia. Em 1142, a fortaleza foi repassada para a Ordem dos Hospitalários, que construiu várias instalações de defesa, dando a forma atual do castelo. O local resistiu a vários ataques nos anos seguintes, um deles comandado por Saladino. A fortaleza só viria a ser conquistada em 1271 pelo sultanato do Egito. Baibars, o sultão, permitiu que os defensores cristãos deixassem o Krak em paz após a rendição. Já os rebeldes não tiveram a mesma sorte. Segundo um chefe do grupo paramilitar Forças de Defesa Nacional (FDN), 40 rebeldes foram mortos tentando fugir.
O castelo é um dos mais bem preservados da região, mas foi alvo de ataques depois que os rebeldes passaram a usar suas muralhas como esconderijo. “O Krak des Chevaliers é o melhor exemplo da arquitetura medieval síria. Tem uma importância única para a região”, destacou o pesquisador Konrad Hirschler, da Universidade de Londres, em entrevista à agência de notícias Reuters.
O conflito no país, que se arrasta há três anos, já devastou bairros inteiros e também sítios arqueológicos, incluindo o mercado medieval de Alepo e a mesquita de Umayyad
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