Chanceler ucraniano diz que risco de guerra com a Rússia é alto
Em entrevista à rede americana ABC News, Andrei Dechtchitsa disse que será difícil conter reação de moradores do leste à mobilização de tropas russas
"A situação está se tornando inclusive mais explosiva do que era há uma semana", afirmou, em entrevista à rede americana ABC News. Para o chanceler interino, seria difícil pedir aos ucranianos que vivem no leste do país a não responder se os russos invadirem. A tese do ministro, no entanto, pode não encontrar eco na área citada, onde a presença de população de origem russa é significativa.
Neste domingo, tropas russas tomaram o controle do Centro de Operações Psicológicas e de Informação (Copi) da Marinha da Ucrânia em Simferopol, capital da Crimeia, uma das últimas unidades militares leais a Kiev na república incorporada à Rússia nesta semana. Nas últimas 24 horas, o exército russo atacou pelo menos quatro navios da Marinha ucraniana e também duas unidades militares leais a Kiev. Entre eles, está uma base militar na cidade de cidade de Belbek, atacada no sábado.
“O problema é que os russos e particularmente [o presidente Vladimir] Putin não está falando com o resto do mundo. Ele não quer ouvir o mundo, não quer responder aos argumentos, reduzir as tensões e parar com a invasão. Nós não sabemos o que se passa pela cabeça de Putin e qual será sua decisão”.
Dechtchitsa afirmou, no entanto, que ainda espera que uma solução diplomática seja encontrada. “Estamos tentando usar todas as medidas diplomáticas e todas sanções econômicas e financeiras, restrições de visto, para parar os russos”, disse, sem mencionar o fato de que sanções impostas por Estados Unidos e países europeus até agora foram totalmente ignoradas pelo presidente russo.
No sábado, diante de manifestantes reunidos na Praça da Independência, em Kiev, o secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia, Andrei Parubi, havia afirmado que tropas russas estão preparadas para atacar a Ucrânia "a qualquer momento". O Ministério Russo da Defesa, por sua vez, afirmou que "respeita todos os acordos internacionais sobre a limitação do número de tropas nas regiões na fronteira com a Ucrânia".
As pendências que a Crimeia terá de resolver ao passar da Ucrânia para a Rússia
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante o discurso ao Parlamento sobre o referendo realizado na região ucraniana da Crimeia
Sem fronteira com a Rússia, a península no sul da Ucrânia buscará uma forma de minimizar a distância geográfica com o país governado por Vladimir Putin. A ligação mais próxima é uma travessia marítima no extremo noroeste da Crimeia que liga a cidade de Kerch ao território russo. O prefeito da cidade disse na última semana que uma ponte de 4,5 quilômetros será construída a partir da região, batizada de Estreito de Kerch, até a Rússia. Essa foi uma promessa de Dmitri Medvedev, o primeiro-ministro do governo de Putin, mas provavelmente levaria anos para ser cumprida de forma definitiva.
Fronteira
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante o discurso ao Parlamento sobre o referendo realizado na região ucraniana da Crimeia
Sem fronteira com a Rússia, a península no sul da Ucrânia buscará uma forma de minimizar a distância geográfica com o país governado por Vladimir Putin. A ligação mais próxima é uma travessia marítima no extremo noroeste da Crimeia que liga a cidade de Kerch ao território russo. O prefeito da cidade disse na última semana que uma ponte de 4,5 quilômetros será construída a partir da região, batizada de Estreito de Kerch, até a Rússia. Essa foi uma promessa de Dmitri Medvedev, o primeiro-ministro do governo de Putin, mas provavelmente levaria anos para ser cumprida de forma definitiva.
Fronteira
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Homens armados, supostamente militares russos, marcham fora de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye, na região da Crimeia
Milhares de soldados ucranianos ocupam atualmente bases espalhadas pela Crimeia. As autoridades da república autônoma dizem que eles podem permanecer na região se jurarem lealdade às forças da Crimeia - caso contrário, serão expulsos. O "retorno" à Ucrânia seria garantido com segurança, mas sem as armas utilizadas nas bases militares. O governo interino em Kiev afirma que os soldados têm o direito de usar a força diante de qualquer tentativa de expulsá-los da região.
As bases estão cercadas por militares russos. A morte de um soldado ucraniano foi anunciada após homens mascarados invadirem um posto de controle. As autoridades da Crimeia afirmam que pretendem assumir o controle de embarcações ucranianas que estão em águas da região. Algumas estão, inclusive, bloqueados por navios russos. O próprio governo ucraniano admite que a sua frota está em péssimas condições e apenas quatro navios podem ser utilizados em uma batalha. E o comandante da Marinha já desertou após jurar lealdade a Vladimir Putin.
Exército
As bases estão cercadas por militares russos. A morte de um soldado ucraniano foi anunciada após homens mascarados invadirem um posto de controle. As autoridades da Crimeia afirmam que pretendem assumir o controle de embarcações ucranianas que estão em águas da região. Algumas estão, inclusive, bloqueados por navios russos. O próprio governo ucraniano admite que a sua frota está em péssimas condições e apenas quatro navios podem ser utilizados em uma batalha. E o comandante da Marinha já desertou após jurar lealdade a Vladimir Putin.
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Manifestantes pró-Rússia participam de um comício na cidade de Simferopol, na região da Crimeia
Os caixas-eletrônicos da Crimeia ainda usam a hryvnia, moeda oficial da Ucrânia. O rublo também é pouco usado na região se comparado com dólares e euros. Os planos da Crimeia, contudo, são de fundar um banco central alinhado com a Rússia até abril deste ano, o que faria do rublo a moeda oficial. Em termos práticos, é provável que alguns bancos na Crimeia passem a aceitar somente rublos, enquanto outros continuarão usando a hryvnia até se adaptarem por completo. O Parlamento inclusive aprovou a permanência do dinheiro ucraniano como moeda oficial até 2016. Deixar de abastecer a Crimeia com a hryvnia também está fora de cogitação para a Ucrânia, pois isso iria afetar os cidadãos ucranianos que moram na região.
O vice-ministro de Finanças da Rússia, Sergei Shatalov, disse que existem planos para aprovar um regime de taxas especial para a Crimeia enquanto as autoridades se adaptam a novas leis e controles de impostos semelhantes aos usados na Rússia. Negócios e propriedades também terão de ser registrados conforme as regulamentações determinadas por Moscou. Além disso, a Rússia terá de investir de 1 a 3 bilhões de dólares por ano na região. O salário médio na Crimeia é de 240 dólares por mês, muito abaixo do que ganham os russos. Outra dificuldade será a manutenção das sanções que o Ocidente impôs a importantes figuras da república autônoma. Com o congelamento de passaportes e finanças, os negócios na região seriam fatalmente prejudicados.
Dinheiro
O vice-ministro de Finanças da Rússia, Sergei Shatalov, disse que existem planos para aprovar um regime de taxas especial para a Crimeia enquanto as autoridades se adaptam a novas leis e controles de impostos semelhantes aos usados na Rússia. Negócios e propriedades também terão de ser registrados conforme as regulamentações determinadas por Moscou. Além disso, a Rússia terá de investir de 1 a 3 bilhões de dólares por ano na região. O salário médio na Crimeia é de 240 dólares por mês, muito abaixo do que ganham os russos. Outra dificuldade será a manutenção das sanções que o Ocidente impôs a importantes figuras da república autônoma. Com o congelamento de passaportes e finanças, os negócios na região seriam fatalmente prejudicados.
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Militares russos montam guarda em Sebastopol, na Crimeia, a bordo um navio da Marinha
Entre 80 e 90% da água que abastece a Crimeia vem da Ucrânia. Não parece viável deixar de contar com os recursos em uma região de clima quente, verões secos e baixo índice pluvial. A Ucrânia, no entanto, comunicou que não tem interesse em cortar o abastecimento de água, uma vez que o fornecimento de gás natural do país depende da gigante estatal da Rússia, Gazprom. Qualquer atitude nesse sentido certamente provocaria uma retaliação por parte da empresa administrada pelo governo de Vladimir Putin.
A construção de um novo sistema de abastecimento de água financiado pela Rússia, que extrairia água do Rio Kuban, poderia ser uma alternativa, mas o projeto não seria barato e provavelmente levaria anos para ser concluído. Outro ponto de discussão reside no fornecimento de energia. Além de depender do abastecimento de gás da estatal ucraniana Chernomorneftegaz, as usinas de carvão da Crimeia só fornecem um terço de toda a energia elétrica consumida na região. Novamente a Rússia teria de arcar com a construção de toda uma nova infraestrutura na república autônoma.
Água e energia
A construção de um novo sistema de abastecimento de água financiado pela Rússia, que extrairia água do Rio Kuban, poderia ser uma alternativa, mas o projeto não seria barato e provavelmente levaria anos para ser concluído. Outro ponto de discussão reside no fornecimento de energia. Além de depender do abastecimento de gás da estatal ucraniana Chernomorneftegaz, as usinas de carvão da Crimeia só fornecem um terço de toda a energia elétrica consumida na região. Novamente a Rússia teria de arcar com a construção de toda uma nova infraestrutura na república autônoma.
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Integrantes da marinha ucraniana observam um navio russo posicionado na baía de Sebastopol, na região da Crimeia
A obtenção de energia e água não seria o único problema para a Crimeia. A transição também pode significar problemas para o setor energético da Ucrânia. O Parlamento da região aprovou recentemente a privatização de usinas de gás mantidas na costa oeste pela estatal ucraniana Chernomornaftohaz, alegando que a anexação à Rússia implicaria a criação de uma "área continental e uma exclusiva zona econômica marítima". Isso poderia ser bastante problemático, já que a costa da Crimeia é cercada por ilhas e ilhotas.
Os mares Negro e Azov, que banham a costa da república autônoma, possuem ricas reservas de gás natural, o que possivelmente pode ser mais um foco de tensão. A CNN apontou que o governo em Kiev poderia até considerar a perda de algumas linhas comerciais de trem, mas não aceitaria em hipótese alguma ser privado da extração do gás e petróleo da região. Após o Parlamento da Crimeia aprovar a privatização da estatal ucraniana, o ministro da Justiça do país, Pavlo Petrenko, afirmou que a medida era "um roubo praticado por aquelas pessoas que dizem representar o pseudo-governo da Crimeia."
Recursos energéticos
Os mares Negro e Azov, que banham a costa da república autônoma, possuem ricas reservas de gás natural, o que possivelmente pode ser mais um foco de tensão. A CNN apontou que o governo em Kiev poderia até considerar a perda de algumas linhas comerciais de trem, mas não aceitaria em hipótese alguma ser privado da extração do gás e petróleo da região. Após o Parlamento da Crimeia aprovar a privatização da estatal ucraniana, o ministro da Justiça do país, Pavlo Petrenko, afirmou que a medida era "um roubo praticado por aquelas pessoas que dizem representar o pseudo-governo da Crimeia."
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Militares russos montam guarda no Aeroporto Internacional da cidade de Sebastopol, na região Crimeia
A bandeira ucraniana será abolida de vez na Crimeia. Carros de autoridades oficiais, como a polícia, terão de ser repintados para aderir à mudança de governo. A partir de agora, as cores nacionais serão o vermelho, branco e azul, as mesmas da bandeira russa, embora as flâmulas sejam ligeiramente diferentes uma da outra.
Bandeira
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População comemora o resultado do referendo na Praça Lênin, localizada em Simferopol, capital da Crimeia
As autoridades da Crimeia já anunciaram que o fuso horário da região será alinhando no dia 30 de março com o de Moscou – duas horas a mais em relação ao horário de inverno da Ucrânia. Isso terá como resultado manhãs mais escuras em Simferopol. No primeiro dia do ano, o sol nasce às 7h22, pelo horário atual. Com o novo fuso, o sol passaria a surgir às 9h22.
Fuso horário
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Funcionários de uma lanchonete assistem ao discurso do presidente russo Vladimir Putin sobre a anexação da Crimeia
A maior parte dos itens de alimentação e dos bens de consumo à disposição nos supermercados da Crimeia são fornecidos pela Ucrânia ou cruzam o seu território para chegar à região. O lucro obtido na república autônoma e a demanda dos consumidores provavelmente vão manter este fluxo, a menos que haja alguma ameaça à segurança dos fornecedores europeus na nova fronteira. Uma alternativa para se alcançar a Crimeia sem ser por terra se concentra no porto de Sebastopol. Mas isso encareceria os negócios para os comerciantes locais. Além disso, o porto precisa passar por uma modernização urgente. Um plano de 10 bilhões de dólares de uma empresa chinesa para reformar o local está ameaçado pelas sanções impostas à região.
Alimentação

Cronologia dos protestos na Ucrânia
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O presidente ucraniano, Viktor Yanukovich (esq), ao lado do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz
A União Europeia (UE) não conseguiu convencer a Ucrânia a assinar um acordo selando sua aproximação com o Ocidente, em função da pressão de Moscou, o que constitui uma derrota para os europeus. No final da terceira cúpula da Parceria Oriental entre a UE e seis ex-repúblicas soviéticas - Ucrânia, Geórgia, Moldávia, Bielo-Rússia, Armênia e Azerbaijão - os resultados foram aquém do esperado. Somente Moldávia e Geórgia assinaram o acordo. O presidente ucraniano Viktor Yanukovich explicou que, antes de firmar um acordo, Kiev necessita "de um programa de ajuda financeira e econômica" da UE. "Não se pode, tal e como quer o presidente ucraniano, pedir que paguemos para que a Ucrânia entre nesta associação", retrucou François Hollande, presidente da França. Saiba mais sobre por que UE e Rússia querem tanto a Ucrânia.
História: Ucrânia, um país com um histórico de tragédias
A recusa ucraniana - 29 de novembro
História: Ucrânia, um país com um histórico de tragédias
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O presidente ucraniano, Viktor Yanukovich (esq), ao lado do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz
A União Europeia (UE) não conseguiu convencer a Ucrânia a assinar um acordo selando sua aproximação com o Ocidente, em função da pressão de Moscou, o que constitui uma derrota para os europeus. No final da terceira cúpula da Parceria Oriental entre a UE e seis ex-repúblicas soviéticas - Ucrânia, Geórgia, Moldávia, Bielo-Rússia, Armênia e Azerbaijão - os resultados foram aquém do esperado. Somente Moldávia e Geórgia assinaram o acordo. O presidente ucraniano Viktor Yanukovich explicou que, antes de firmar um acordo, Kiev necessita "de um programa de ajuda financeira e econômica" da UE. "Não se pode, tal e como quer o presidente ucraniano, pedir que paguemos para que a Ucrânia entre nesta associação", retrucou François Hollande, presidente da França. Saiba mais sobre por que UE e Rússia querem tanto a Ucrânia.
História: Ucrânia, um país com um histórico de tragédias
A recusa ucraniana - 29 de novembro
História: Ucrânia, um país com um histórico de tragédias
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Confronto entre manifestantes e policiais, durante protesto pedindo a demissão do presidente Viktor Yanukovich
No dia seguinte à recusa ucraniana em assinar o acordo, os protestos começaram em Kiev. O centro nervoso dos protestos passou a ser a praça da Independência, no centro da capital. Logo no primeiro dia de manifestações, dezenas de pessoas ficaram feridas após a polícia dispersar com violência manifestantes que pediam a renúncia do presidente Viktor Yanukovich. A oposição ucraniana, em resposta, afirmou que convocaria uma greve geral para forçar a renúncia do presidente.
História: Ucrânia, um país com um histórico de tragédias
O início dos protestos - 30 de novembro
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Manifestantes ucranianos encaram tropa de choque em protesto na Praça da Independência, no centro de Kiev
Mesmo sob o intenso frio do inverno ucraniano, os manifestantes não arredaram o pé da praça da Independência e aumentaram a pressão sobre o governo de Viktor Yanukovich. Cerca de mil manifestantes bloquearam o acesso à sede do governo da Ucrânia impedindo a entrada de funcionários. Ao menos três parlamentares do partido da situação renunciaram em solidariedade aos manifestantes. No mesmo dia, Yanukovich, telefonou para a Comissão Europeia para discutir o impasse sobre o acordo comercial que seu país rejeitou. Durante a conversa, o presidente ucraniano recebeu a informação de que a União Europeia (UE), ainda ressentida, não iria renegociar o pacto.
História: Ucrânia, um país com um histórico de tragédias
Governo sob pressão - 02 de dezembro
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O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich
Deixando para trás um país convulsionado e uma situção de tensão prestes a explodir em violência, O presidente ucraniano Viktor Yanukovich viajou para a China numa tentativa de sair do foco das atenções dos protestos. Além da ira nas ruas e dos políticos da oposição, o presidente enfrentava ainda uma crescente pressão dos mercados internacionais, o que eleva o risco de uma crise financeira e quebra de confiança dos investidores no país do leste europeu. No dia seguinte à sua viagem, o primeiro-ministro ucraniano, Mykola Azarov, que ficou em Kiev para lidar com os protestos, avisou que todos os manifestantes que violarem a lei serão punidos. O alerta foi feito depois que ministros precisaram de escolta para chegar a uma reunião em meio a uma tentativa de bloqueio dos ativistas de oposição.
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Negócio da China - 03 de dezembro
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Manifestante pinta o rosto com a bandeira da União Europeia durante protesto
Os Estados Unidos apoiam os ucranianos que protestam a favor de um futuro na Europa, e o governo deveria prestar atenção às aspirações de seu povo, declarou uma funcionária de alto escalão do Departamento de Estado. "Estamos com o povo ucraniano, que vê seu futuro na Europa", afirmou a subsecretária de Estado de Assuntos Europeus, Victoria Nuland, na abertura em Kiev de uma reunião da OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa). "Convocamos o governo da Ucrânia a ouvir a voz de seu povo, que quer viver em liberdade", acrescentou.
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EUA se manifestam - 05 de dezembro
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Homem destrói a marteladas uma estátua do fundador do Estado soviético Vladimir Lenin, derrubada por manifestantes em Kiev
Os ucranianos que protestam contra a rejeição, pelo governo do país, ao pacto com a União Europeia, derrubaram a estátua do líder revolucionário russo Vladimir Lênin no centro da capital da Ucrânia, Kiev. Os manifestantes temem que o país esteja voltando a ter com a Rússia o tipo de relacionamento que os dois países tinham quando ainda eram parte da União Soviética e Moscou dominava Kiev. Esses temores foram agravados na sexta-feira, quando o presidente ucraniano Viktor Yanukovich se reuniu com o presidente russo Vladimir Putin para estabelecer as bases de uma nova parceria estratégica.
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A queda de Lênin (mais uma) - 08 de dezembro
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Manifestantes seguram bandeiras do partido de oposição Svoboda e bloqueiam a entrada para o prédio do governo em Kiev
O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, apoiou a proposta de realizar uma mesa-redonda nacional entre governo e oposição para solucionar a crise causada pelos grandes protestos que eclodiram no final de novembro. A proposta foi apresentada pelo primeiro chefe de Estado da Ucrânia independente, Leonid Kravchuk, de quem também partiu a iniciativa de realizar uma reunião entre o atual presidente e os três últimos mandatários para abordar a situação no país e que acontecerá amanhã, terça-feira. Recentemente, três ex-presidentes da Ucrânia, Kravchuk, Leonid Kuchma e Viktor Yushchenko, expressaram em carta aberta seu apoio aos protestos populares.
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Yanukovich ensaia um recuo - 09 de dezembro
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Polícia entra em confronto com os manifestantes no centro de Kiev
As forças de segurança ucranianas aumentaram a força usada para pressionar os manifestantes favoráveis à União Europeia (UE). Os protestantes foram desalojados da entrada dos principais prédios públicos violentamente durante a madrugada em Kiev, poucas horas antes da chegada da chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton. Durante a visita, Ashton se reunirá com o presidente Viktor Yanukovich e tentará mediar uma aproximação entre o governo ucraniano e a oposição. Ela não fará uma ‘mediação formal’, tarefa que cabe às forças políticas ucranianas, mas uma ‘promoção ao diálogo’, destacou a UE em comunicado distribuído à imprensa. Na madrugada seguinte, as tropas de choque da polícia ucraniana avançaram sobre os manifestantes que ocupavam a praça da Independência, no coração da capital Kiev. Apesar do frio de 13º negativos, cerca de quinze mil pessoas acampavam na praça. Em protesto, os manifestantes cantavam o hino nacional da Ucrânia. Após alguns enfrentamentos, os batalhões das tropas de choque conseguiram ocupar a maior parte da Praça Independência, embora ainda existiam focos de resistência no local.
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Novos confrontos violentos - 10 de dezembro
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Manifestante com uma bandeira da União Européia nos ombros fica na frente de um bloqueio policial no centro de Kiev
A secretária de Estado adjunta americana, Victoria Nuland, reuniu-se com o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich. Após o encontro, a americana disse que Washington considera possível assegurar o futuro europeu da Ucrânia. Para isso, segundo ela, as autoridades ucranianas devem garantir a segurança dos cidadãos e retomar as negociações com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Antes da reunião com o chefe de Estado ucraniano, em um gesto simbólico, Nuland visitou os manifestantes reunidos na praça da Independência, principal reduto da oposição, no centro de Kiev. Nuland também conversou com Yanukovich sobre as ações policiais desta madrugada no centro de Kiev. “São absolutamente inaceitáveis em uma sociedade e em um Estado democrático moderno”, disse.
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EUA entram em campo - 11 de dezembro
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Criança segura cartaz dizendo "Ucrânia-UE" durante uma manifestação do movimento pró-europeu
O presidente da Rússia Vladimir Putin disse que Moscou não está forçando o ingresso da Ucrânia na União Aduaneira russa (UA), considerada a alternativa ao acordo de associação que a União Europeia (UE) deseja assinar com Kiev. O presidente russo esclareceu que em maio a Ucrânia já tinha expressado seu interesse de participar de alguns acordos incluídos na UA.
Por que UE e Rússia querem tanto a Ucrânia?
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Putin nega pressão em Kiev - 12 de dezembro
Por que UE e Rússia querem tanto a Ucrânia?
História: Ucrânia, um país com um histórico de tragédias
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Manifestantes voltam as ruas nesse domingo (29) em um novo protesto na Praça da Independência, em Kiev, na Ucrânia
Depois de um breve arrefecimento, cerca de 20.000 pessoas voltaram a protestar na Ucrânia contra a decisão do governo de arquivar acordo com a União Europeia. A série de manifestações ganhou novo fôlego com a volta de dezenas de milhares de pessoas às ruas. Os protestos recomeçaram incitados por discursos de líderes espirituais, como padres cristãos, um rabino e um líder muçulmano.
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Manifestantes voltam às ruas - 29 de dezembro
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Manifestantes têm confronto com polícia em protesto na Ucrânia
Cerca de 50.000 ucranianos pró-Ocidente se concentraram no centro de Kiev em meio a uma onda de protestos desencadeada pelo espancamento do ex-ministro e líder da oposição Yuriy Lutsenko. O ex-ministro do Interior da Ucrânia foi internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) depois de ser espancando em novos confrontos que eclodiram entre manifestantes favoráveis a adesão do país à União Europeia e policiais armados. Sites de notícias ucranianos da oposição publicaram fotos e vídeos do ex-ministro com a cabeça enfaixada e uma grande mancha de sangue sobre o olho direito.
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Protestos crescem de novo - 12 de janeiro
História: Ucrânia, um país com um histórico de tragédias
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Manifestantes e policiais entram em confronto na madrugada desta segunda-feira (20) em Kiev (Ucrânia).
Uma série de confrontos foi registrada nos dias 19 e 20 de janeiro, após protestos em Kiev, na Ucrânia, reunirem cerca de 200.000 opositores. No dia 19, alguns manifestantes tentaram romper um cordão de segurança para chegar ao Parlamento. Eles incendiaram um dos veículos da polícia que bloqueava o acesso. As forças de segurança responderam com golpes de cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral, além de jatos d'água. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas. No dia seguinte, as manifestações e a violência continuaram. O presidente ucraniano Viktor Yanukovich disse que os protestos nas ruas da capital Kiev ameaçam a soberania do país.
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Aumenta a violência nos confrontos - 19 e 20 de janeiro
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Sede da União Europeia em Bruxelas
Pela primeira vez desde o início dos conflitos entre manifestantes e a polícia ucraniana, a cúpula da União Europeia se manifestou oficialmente sobre a crise na Ucrânia e advertiu as autoridades do país que a repressão do governo aos protestos e à liberdade de expressão pode resultar em "ações" da UE e ter "consequências" para as relações do bloco com Kiev. As declarações foram emitidas após a escalada de violência nos confrontos e as mortes de ao menos quatro manifestantes.
União Europeia adverte a Ucrânia - 23 de janeiro
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Nikolai Azarov, ex-primeiro-ministro ucraniano
O primeiro-ministro da Ucrânia, Nikolai Azarov, apresentou sua renúncia. Em carta, Azarov afirma que tomou essa decisão “para criar possibilidades adicionais para se chegar a um acordo político e social e em prol de uma solução pacífica”. A renúncia do primeiro-ministro não chega a ser uma surpresa no conturbado cenário político ucraniano. Azarov estava desgastado e sem apoio do Parlamento, que caminha cada vez mais contra o governo liderado pelo presidente Viktor Yanukovich.
Cai o primeiro-ministro - 28 de janeiro
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O ex-presidente ucraniano, Leonid Kravchuk, em discurso durante sessão extraordinária do Parlamento
A Ucrânia está "à beira de uma guerra civil" em consequência do confronto entre as autoridades e os opositores em todo o país, afirmou no Parlamento o ex-presidente do país Leonid Kravchuk, primeiro a assumir o poder após a independência da Ucrânia, e que governou entre 1991 e 1994. "Todo o mundo percebe e a Ucrânia percebe que o país está à beira da guerra civil", declarou, antes de pedir aos deputados a adoção de "um plano de solução do conflito".
No mesmo dia, o Parlamento ucraniano aprovou a lei de anistia para os manifestantes detidos durante os confrontos com a polícia, mas apresentou condições que levaram a oposição a se abster da votação. A condição é que os detidos serão libertados apenas quando os opositores se retirarem dos prédios que ocupam em Kiev há semanas.
'À beira da guerra civil' - 29 de janeiro
No mesmo dia, o Parlamento ucraniano aprovou a lei de anistia para os manifestantes detidos durante os confrontos com a polícia, mas apresentou condições que levaram a oposição a se abster da votação. A condição é que os detidos serão libertados apenas quando os opositores se retirarem dos prédios que ocupam em Kiev há semanas.
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O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich
O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, tirou licença médica em plena crise política que atravessa o país. Um comunicado publicado no site da Presidência informou que Yanukovich apresenta uma “doença respiratória aguda e febre alta”. Não foi a primeira vez que Yanukovich abandona seu país em crise. No início de dezembro, ele deixou para traz uma Kiev tomada por manifestantes para fazer uma viagem à China.
Yanukovich sai de cena, de novo - 30 de janeiro
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Líder opositor Vitali Klitschko visita Dmytro Bulatov em hospital em Kiev, na Ucrânia
O ativista da oposição ucraniana Dmytro Bulatov, de 35 anos, que desapareceu em 22 de janeiro, afirmou que foi sequestrado e torturado, até ser deixado numa floresta nas proximidades de Kiev. Bulatov disse que foi sequestrado, duramente espancado e pregado a uma cruz. Uma parte de sua orelha foi arrancada e seu rosto foi cortado. Ele foi mantido no escuro durante todo o tempo, o que o impede de identificar seus sequestradores. Internado em um hospital, ele foi sinsiderado um "fugitivo procurado" pela polícia ucraniana.
Acusação de tortura - 31 de janeiro
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O secretário de Estado dos EUA, John Jerry
O secretário de Estado americano, John Kerry, declarou o apoio dos Estados Unidos aos protestos na Ucrânia contra o presidente Viktor Yanukovich. "Nenhum lugar hoje é mais importante para a luta pela democracia, pelo futuro europeu do que a Ucrânia", afirmou Kerry a líderes políticos, diplomáticos e militares presentes na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha. "Os Estados Unidos e a União Europeia devem estar com o povo da Ucrânia nessa luta", disse.
Oposição recebe apoio dos EUA - 01 de fevereiro
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A diplomata da UE, Catherine Ashton, se encontra com o presidente ucraniano, Viktor Yanukovitch
Em meio aos incessantes protestos que ameaçam o governo do presidente ucraniano Viktor Yanukovitch, a União Europeia (UE) anunciou que fará uma nova investida para aproximar o país dos interesses do bloco econômico. Com a ajuda dos Estados Unidos, a UE prepara um pacote de ajuda financeira para servir como alternativa à proposta de 15 bilhões de dólares em créditos e de redução do preço do gás apresentada pela Rússia.
O pacote de ajuda ocidental - 03 de fevereiro
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Sacerdotes de diferentes religiões rezam durante confrontos com a polícia no centro de Kiev
O representante do presidente Viktor Yanukovich no Parlamento da Ucrânia descartou que as autoridades estejam pensando em convocar eleições parlamentares antecipadas. Poucas horas depois de ter garantido a um canal de televisão ucraniano que Yanukovich estaria disposto a convocar eleições no caso de não acontecer um acordo para superar a crise política, Miroshnichenko voltou atrás.
Governo anuncia eleições, mas volta atrás - 04 de fevereiro
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Victoria Nuland, subsecretária de Estado americana para a Europa
O vazamento na internet de uma conversa entre subsecretária de Estado americana para a Europa, Victoria Nuland, e o embaixador americano em Kiev, Geoff Pyatt, provou um mal estar entre os Estados Unidos e os países da União Europeia. Victoria, que é a principal diplomata americana no ‘Velho Continente’, criticava a resposta europeia para a crise na Ucrânia quando soltou um palavrão: “F...-se a UE!”, disse. Funcionários americanos não negaram que a conversa tenha acontecido, mas se negaram a dar detalhes. A diplomata reconheceu o erro e acabou pedindo desculpas.
Saiba mais: Palavrão de diplomata dos EUA contra UE foi ruim para todos, menos para a Rússia
Diplomata americana xinga a União Europeia - 06 de fevereiro
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Manifestantes ucranianos marcham pelas ruas da capital Kiev
A oposição ucraniana voltou a mobilizar uma grande manifestação para protestar contra o presidente Viktor Yanukovich. Mais de 70.000 ativistas foram às ruas para protestar contra o alinhamento do país às políticas econômicas da Rússia. "Não temos a intenção de nos render. Iremos mais longe", proclamou em alto-falantes da Praça de Independência o militante Dimytro Bulatov, cuja foto com o rosto desfigurado pelas torturas rodou o mundo. O opositor se dirigiu aos manifestantes por telefone a partir da Lituânia, onde está hospitalizado.
Mais de 70.000 vão às ruas - 09 de fevereiro
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Ativistas assistem à remoção parcial de barricadas montadas nas ruas de Kiev
Com base na lei de anistia assinada pelo presidente Viktor Yanukovich, o governo ucraniano libertou todos os 243 manifestantes detidos durante os protestos realizados desde novembro. As acusações contra os ativistas, no entanto, só seriam retiradas após os opositores desocuparem os prédios públicos que foram tomados durante as manifestações. As autoridades também deverão monitorar boa parte dos detidos, uma vez que alguns seguirão cumprindo pena em prisão domiciliar.
Presos são libertados pelo governo - 14 de fevereiro
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Manifestante enrolado em uma bandeira da Ucrânia caminha pelas barricadas montadas por opositores
Após o governo ucraniano libertar todos os manifestantes detidos, os líderes opositores concordaram com a desocupação da prefeitura de Kiev, a capital e epicentro dos protestos no país. Os ativistas haviam tomado a prefeitura em 1º de dezembro, cerca de uma semana depois da eclosão de grandes passeatas contra a decisão do presidente Viktor Yanukovych de abandonar as negociações com a União Europeia.
Manifestantes desocupam prefeitura de Kiev - 16 de fevereiro
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Confrontos entre manifestantes e policiais transformam a capital Kiev em um campo de guerra. Os conflitos tiveram início quando as forças do governo romperam as barricadas perto do estádio do Dynamo de Kiev e se dirigiram para os limites da ocupada Praça da Independência, horas depois de Moscou destinar 2 bilhões de dólares à Ucrânia, recursos que a Rússia estava segurando para pressionar o governo ucraniano a tomar uma medida contra os manifestantes. Depois de a Europa anunciar que estudava aprovar sanções econômicas contra o país, o governo do presidente Viktor Yanukovich anunciou que havia chegado a uma trégua com a oposição.
Batalha campal – 18 de fevereiro
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A trégua anunciada por Yanukovich, que já se anunciava frágil, foi rompida de maneira brutal. Depois que os deputados da oposição fracassaram em uma tentativa de reduzir os poderes do presidente, uma multidão procurou se aproximar do Parlamento e foi rechaçada violentamente pela polícia. Manifestantes com armaduras improvisadas revidaram com bastões de madeira, pedras, tijolos, coquetéis molotov e até armas de fogo. Labaredas de fogo surgiam por todo canto. A polícia passou a disparar com balas de verdade contra os que avançavam. Dos dois lados falou-se em atiradores do campo oposto buscando uma mira melhor em cima dos prédios. Aos poucos, dezenas de cadáveres começaram a ser emparelhados nas calçadas e nos lobbies dos hotéis. O número de vítimas chegou a quase cem.
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Trégua rompida – 20 de fevereiro
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Um dia depois da selvageria, uma reunião mediada por chanceleres estrangeiros definiu a assinatura de um acordo entre governo e lideranças opositoras que previa, entre outros pontos, a restauração da Constituição de 2004, que limitava o poder do presidente, e a formação de um governo de unidade nacional, além da antecipação das eleições presidenciais. Já sem o apoio da maioria no Parlamento, Yanukovich viu a aprovação de medidas que viabilizaram a libertação de sua inimiga, a ex-premiê Yulia Tymoshenko.
Acordo é assinado – 21 de fevereiro
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Manifestantes protegem a entrada do Parlamento da Ucrânia
No sábado, Vitaly Klitschko, ex-campeão mundial de boxe, líder do partido Udar e membro do Parlamento ucraniano, anunciou que o presidente havia deixado a Ucrânia e que seu paradeiro era desconhecido. Por “abandono de funções”, o Parlamento ucraniano aprovou a deposição de Viktor Yanukovich.
Yanukovich é deposto – 22 de fevereiro
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Sem Viktor Yanukovich no poder, o opositor Oleksander Turchinov, braço-direito de Yulia Timoshenko, foi designado para assumir o posto de presidente interino. Em seu discurso de posse, disse que integrar a Ucrânia à União Europeia seria uma de suas prioridades. As eleições presidenciais foram agendadas para 25 de maio.
Presidente interino – 23 de fevereiro
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