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Chanceler ucraniano diz que risco de guerra com a Rússia é alto

Em entrevista à rede americana ABC News, Andrei Dechtchitsa disse que será difícil conter reação de moradores do leste à mobilização de tropas russas 

O risco de uma guerra entre Ucrânia e Rússia está aumentando, advertiu neste domingo o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrei Dechtchitsa, ao denunciar a mobilização de tropas russas na fronteira leste de seu país. "Neste momento, se as tropas invadirem as regiões do leste da Ucrânia, será difícil pedir aos ucranianos que vivem lá que não reajam a essa invasão militar", declarou.
"A situação está se tornando inclusive mais explosiva do que era há uma semana", afirmou, em entrevista à rede americana ABC News. Para o chanceler interino, seria difícil pedir aos ucranianos que vivem no leste do país a não responder se os russos invadirem. A tese do ministro, no entanto, pode não encontrar eco na área citada, onde a presença de população de origem russa é significativa.
Neste domingo, tropas russas tomaram o controle do Centro de Operações Psicológicas e de Informação (Copi) da Marinha da Ucrânia em Simferopol, capital da Crimeia, uma das últimas unidades militares leais a Kiev na república incorporada à Rússia nesta semana. Nas últimas 24 horas, o exército russo atacou pelo menos quatro navios da Marinha ucraniana e também duas unidades militares leais a Kiev. Entre eles, está uma base militar na cidade de cidade de Belbek, atacada no sábado.
“O problema é que os russos e particularmente [o presidente Vladimir] Putin não está falando com o resto do mundo. Ele não quer ouvir o mundo, não quer responder aos argumentos, reduzir as tensões e parar com a invasão. Nós não sabemos o que se passa pela cabeça de Putin e qual será sua decisão”.

Dechtchitsa afirmou, no entanto, que ainda espera que uma solução diplomática seja encontrada. “Estamos tentando usar todas as medidas diplomáticas e todas sanções econômicas e financeiras, restrições de visto, para parar os russos”, disse, sem mencionar o fato de que sanções impostas por Estados Unidos e países europeus até agora foram totalmente ignoradas pelo presidente russo.
No sábado, diante de manifestantes reunidos na Praça da Independência, em Kiev, o secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia, Andrei Parubi, havia afirmado que tropas russas estão preparadas para atacar a Ucrânia "a qualquer momento". O Ministério Russo da Defesa, por sua vez, afirmou que "respeita todos os acordos internacionais sobre a limitação do número de tropas nas regiões na fronteira com a Ucrânia".

As pendências que a Crimeia terá de resolver ao passar da Ucrânia para a Rússia

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Fronteira

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante o discurso ao Parlamento sobre o referendo realizado na região ucraniana da Crimeia Sem fronteira com a Rússia, a península no sul da Ucrânia buscará uma forma de minimizar a distância geográfica com o país governado por Vladimir Putin. A ligação mais próxima é uma travessia marítima no extremo noroeste da Crimeia que liga a cidade de Kerch ao território russo. O prefeito da cidade disse na última semana que uma ponte de 4,5 quilômetros será construída a partir da região, batizada de Estreito de Kerch, até a Rússia. Essa foi uma promessa de Dmitri Medvedev, o primeiro-ministro do governo de Putin, mas provavelmente levaria anos para ser cumprida de forma definitiva.


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A recusa ucraniana - 29 de novembro

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História: Ucrânia, um país com um histórico de tragédias
(Com agências France-Presse e EFE)

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