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Dilma vai exonerar todos os ministros – exceto dois

Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, e Ricardo Leyser, ministro do Esporte, devem permanecer no cargo

A presidente da República, Dilma Rousseff, durante Conferência Nacional de Políticas para as mulheres, realizada em Brasília (DF) - 10/05/2016
Processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff está sendo analisado no Senado nesta quarta-feira(AFP)
A presidente Dilma Rousseff vai exonerar todos os ministros caso o Senado confirme seu afastamento por 180 dias nesta quarta-feira. A informação foi dada aos ministros pelo líder do governo na Casa, Humberto Costa (PT-PE), em reunião realizada nesta manhã no Palácio do Planalto, sem a presença de Dilma. Dois nomes, contudo, devem continuar no cargo.
Segundo a agência Reuters, um deles é o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que tem status de ministro. O outro é o ministro interino do Esporte, Ricardo Leyser.
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Se assumir o governo, o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), tem a intenção de deixar Tombini no cargo pelo menos até a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 7 e 8 de junho. Também há a possibilidade de Tombini continuar no comando do BC até o Senado confirmar, eventualmente, o impeachment de Dilma, o que deve ocorrer daqui seis meses, se o processo for aberto nesta quarta-feira.
O atual chefe da autoridade monetária é próximo do futuro ministro da Fazenda Henrique Meirelles e sua permanência não implicaria em negociações políticas necessárias para aprovação de um novo nome no BC. Além disso, pesa o fato de não haver espaço para mudanças bruscas na política monetária em curso.
O ministro interino do Esporte também não será exonerado por Dilma, segundo a Reuters, para não prejudicar o andamento das preparações para a Olimpíada do Rio de Janeiro em agosto.
No encontro com o primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios, o ministro do Gabinete Pessoal da Presidência, Jaques Wagner, explicou que cada pasta terá um responsável por passar informações técnicas ao novo governo - possivelmente, alguém de segundo ou terceiro escalão.
(Com Agência Reuters)

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