Samarco pede suspensão de ação que cobra R$ 20 bi da mineradora
Empresa tinha até hoje para pagar 2 bilhões de reais referentes à primeira parcela de ação civil pública por revitalização da bacia do Rio Doce. AGU vai analisar pedido
É a segunda vez que as empresas tentam adiar o depósito, inicialmente fixado para 19 de janeiro. O valor é apenas a primeira parcela do total cobrado na ação e será destinado à recuperação do meio ambiente e na reparação dos danos socioeconômicos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em novembro, que destruiu o distrito de Bento Rodrigues. A lama da barragem da mineradora cobriu a bacia do Rio Doce, chegou ao oceano Atlântico e pode ter atingido o Arquipélago de Abrolhos, na Bahia, área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul.
No pedido, a empresa argumenta que "as tratativas para um acordo relativo à ação civil pública estão em curso e que as partes necessitam mais tempo para a sua conclusão".
A Samarco informou que apresentou petição à Justiça Federal na segunda-feira, comprovando que as garantias já concedidas somariam 2,3 bilhões de reais, "demonstrando a desnecessidade de nova caução ou sobreposição de garantias". Esse montante seria fruto de outros acordos e justificaria o pedido de suspensão da ação.
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Em nova ação contra Samarco, MP cobra R$ 5 bilhões
A ação pede a condenação das empresas ao pagamento por dano moral coletivo no valor mínimo de 500 milhões de reais e de 5 bilhões de reais por "dano social punitivo". Os valores, conforme o MP, deverão ser divididos entre os municípios "na proporção do volume de danos causados a cada um e depositados em um fundo específico, de forma a garantir que impliquem medidas compensatórias nas comunidades atingidas, que melhorem a qualidade de vida da população".
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