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Potências acertam plano para 'cessar hostilidades' na Síria

Acordo anunciado por Estados Unidos, Rússia e ONU também prevê o envio de ajuda humanitária para os civis afetados pelo conflito, que já causou mais de 250 mil mortes

Sergei Lavrov e John Kerry anunciam plano para trégua na Síria
Sergei Lavrov e John Kerry anunciam plano para trégua na Síria(AFP)
As grandes potências reunidas para debater o conflito na Síria concordaram nesta quinta-feira com um plano para "cessar as hostilidades" na região em uma semana e acelerar o envio de ajuda humanitária para a população civil. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado americano John Kerry, ao final de um encontro do Grupo Internacional de Apoio à Síria, em Munique.
"É um plano ambicioso, mas todos estão determinados a agir o mais rápido possível para tentar alcançá-lo", afirmou Kerry, ao lado do ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e do enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura.
O acordo prevê que um cessar-fogo comece em uma semana, após o aval do regime sírio e dos grupos de oposição. O plano não inclui o fim dos combates contra os grupos terroristas Estado Islâmico e Frente Nusra, que atuam no conflito sírio.
Kerry ressaltou que o verdadeiro teste para o plano será se as partes envolvidas vão honrar o compromisso. "O que temos agora são palavras em um papel. O que nós precisamos ver nos próximos dias são ações concretas."
O encerramento parcial das hostilidades na Síria busca estabelecer o primeiro passo para uma trégua de longo prazo no conflito, que possibilitaria novas tentativas de negociações de paz entre o regime sírio e os grupos de oposição. A guerra na Síria começou em 2011 e já provocou a morte de mais de 250 mil pessoas, além de forçar a fuga de centenas de milhares de refugiados.
Rússia - Os esforços por uma trégua na Síria se intensificaram nas últimas semanas, depois que as tropas do ditador Bashar Assad voltaram a ganhar terreno em Aleppo com a ajuda dos ataques aéreos da aviação russa. O avanço das forças do governo provocou novos deslocamentos internos na Síria e o sítio imposto por Assad a cidades controladas por rebeldes expôs a população civil à fome extrema. Os Estados Unidos acusam a Rússia de atacar grupos moderados da oposição síria para fortalecer Assad, um aliado de Moscou.

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