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Assange deixará embaixada e aceita prisão se perder caso na ONU

Assange na embaixada do Equador em Londres
Assange na embaixada do Equador em Londres(Reuters/)
O fundador do Wikileaks, Julian Assange, vai deixar na sexta-feira a embaixada do Equador em Londres, onde está abrigado desde junho de 2012 para evitar a extradição para a Suécia, e aceitar ser preso se um comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) que investiga seu caso decidir contra ele, disse o australiano em comunicado publicado nesta quinta-feira na conta de Twitter do Wikileaks.
Assange completou no dia 19 de junho do ano passado três anos refugiado na embaixada equatoriana em Londres, ao término de um longo processo legal na Grã-Bretanha, que decidiu por sua extradição à Suécia, onde é investigado por crimes sexuais. A intenção do jornalista australiano é evitar ser extraditado ao país escandinavo, pois teme ser enviado depois para os Estados Unidos, onde poderia enfrentar um julgamento por ter revelado no Wikileaks segredos sobre questões de segurança do país.
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Em Quito, o ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, disse na quarta-feira que estava "preocupado" com a saúde de Assange, e afirmou que o ativista sofre com problemas de saúde pelos e deve se submeter a uma revisão médica fora da embaixada. O responsável pela diplomacia equatoriana insistiu que espera "somente que a Grã-Bretanha ofereça o salvo-conduto" para que Assange possa viajar ao Equador.

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