Na volta do feriadão, Congresso terá semana movimentada
Entre as pautas que voltam à mesa estão a análise das contas do governo Dilma Rousseff, fim da CPI do BNDES e ações contra Eduardo Cunha e Delcídio do Amaral
O Conselho de Ética da Câmara vai retomar as discussões sobre o processo contra Cunha. O parlamentar é acusado de mentir aos membros da CPI da Petrobras, ao afirmar que não possuía contas em seu nome no exterior. No Conselho de Ética do Senado, por sua vez, as discussões vão envolver o senador Delcídio Amaral (PT-MS), preso em 25 de novembro sob acusação de ter tentado atrapalhar as investigações da Lava Jato. O ex-líder do governo tem até esta quinta-feira para encaminhar sua defesa ao colegiado.
Extinção de supersalários renderia "uma CPMF" aos cofres públicos
Renan usa pautas econômicas para tentar se afastar de investigações
No plenário da Câmara, os deputados devem votar duas medidas provisórias que trancam a pauta. Uma delas reabriu prazos para times de futebol parcelarem dívidas, além de permitir que a loteria instantânea, chamada "raspadinha", explore comercialmente eventos de apelo popular. A segunda MP integra o pacote de ajuste fiscal e trata da reforma administrativa. A medida reduziu o número de ministérios de 30 para 31.
Os deputados também devem votar o projeto de lei que regulamenta o teto de remuneração do serviço público. O texto prevê a criação de um sistema para controle do teto salarial, hoje em 33.700 reais. Caso o limite fosse cumprido, a economia as cofres públicos chegaria a quase 10 bilhões de reais por ano.
A CPI do BNDES, que investiga possíveis irregularidades em operações de crédito do banco de fomento, deve ter trabalhos concluídos nesta semana. A votação do relatório final está prevista para terça-feira, mas há possibilidade de um adiamento, caso haja um pedido de vista. Se isso ocorrer, a conclusão fica para quinta-feira, prazo final para o fim dos trabalhos.
Comentários
Postar um comentário