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Morgan Stanley pagará US$ 3,2 bi para encerrar processos ligados à crise financeira

Banco enfrenta acusações federais e estaduais de que enganou investidores na venda de títulos lastreados em hipotecas residenciais

Fachada do escritório Morgan Stanley, em Nova York
Fachada do escritório Morgan Stanley, em Nova York(Shannon Stapleton/Reuters/)
O banco Morgan Stanley deve pagar 3,2 bilhões de dólares para resolver acusações federais e estaduais de que enganou investidores na venda de títulos lastreados em hipotecas residenciais que perderam totalmente o valor durante a crise financeira de 2008. A informação foi dada nesta quinta feira pelo escritório do procurador-geral de Nova York. Dos 3,2 bilhões de dólares a serem pagos, 550 milhões serão destinados a Nova York.
O caso remonta a uma investigação da Residential Mortgage-Backed Securities Group, força-tarefa federal e estadual conjunta revelada em 2012 pelo presidente Barack Obama, que serve para investigar possível má conduta na crise financeira.
O processo alega que o Morgan Stanley pintou um quadro róseo para investidores sobre a qualidade das hipotecas residenciais que havia securitizado, embora os empréstimos tivessem falhas relevantes. "Estamos satisfeitos por ter concluído esses processos envolvendo valores mobiliários lastreados em hipotecas", disse um porta-voz do Morgan Stanley.
Em comunicado, o procurador-geral de Nova York Eric Schneiderman afirmou que o acordo marca "mais uma vitória dos esforços para ajudar os nova-iorquinos a se recuper após a devastação financeira provocada pelos grandes bancos."

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