Rússia condena novo disparo de míssil norte-coreano
Ação de Kim Jong-un leva a uma 'escalada de tensões', segundo Kremlin

MOSCOU - O governo russo condenou firmemente o lançamento de míssil realizado pela Coreia do Norte na quinta-feira em resposta às últimas sanções aprovadas pelas Nações Unidas na última segunda-feira. O regime de Kim Jong-un disparou um projétil que sobrevoou o Norte do Japão e caiu no Oceano Pacífico. O Conselho de Segurança da ONU fará uma reunião de emergência na sexta-feira sobre o caso.
"Condenamos firmemente a continuação desses atos tão provocadores", afirmou o porta-voz do governo, Dimistri Peskov, acrescentando que a ação norte-coreana leva a uma "escalada de tensões".
O míssil voou sobre o Japão, aterrissando no Pacífico cerca de 2.000 km a leste de Hokkaido, afirmou o secretário de gabinete do Japão, Yoshihide Suga, a repórteres. O projétil de médio alcance atingiu uma altitude de cerca de 770 km e voou 3.700 km, de acordo com as Forças Armadas da Coreia do Sul — o suficiente para chegar ao território dos EUA no Pacífico, Guam. No mês passado, a Coreia do Norte disparou um míssil de área semelhante perto da capital, Pyongyang, que também voou sobre Hokkaido para o oceano.
O Conselho de Segurança da ONU impôs nesta semana um novo pacote de sanções à Coreia do Norte pelo desenvolvimento de seu programa nuclear e balístico, que incluiu um sexto teste nuclear, de uma potência sem precedentes para o país. O texto prevê um embargo sobre exportações de gás para a Coreia do Norte, a limitação das exportações de petróleo e derivados, e a proibição de importações de têxteis norte-coreanos.

Após o lançamento do míssil, o Japão emitiu um alerta à população através de telefones celulares e da televisão, pedindo que se abrigassem. Segundo a Coreia do Sul, o projétil foi disparado de Sunan, onde fica o aeroporto internacional norte-coreano e mesmo local do dispara o Hwasong-12, míssil de alcance intermediário que também sobrevoou o Japão na ocasião. O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, convocou uma reunião do conselho de segurança para discutir o novo lançamento, enquanto o governo japonês condenou o lançamento.
'AFUNDAR O JAPÃO'
Pyongyang prometeu na quarta-feira acelerar seus programas militares em resposta às sanções "maléficas" das Nações Unidas. Nesta quinta-feira, a Coreia do Norte ameaçou afundar o Japão e reduzir os Estados Unidos a cinzas e escuridão por apoiar a resolução do Conselho de Segurança da ONU. O país acusa os EUA, que tem 28.500 soldados na Coreia do Sul, de planejarem invadir e ameaçar regularmente destruí-la e a seus aliados asiáticos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu que a Coreia do Norte nunca terá permissão de ameaçar o país com um míssil nuclear, mas também pediu à China que faça mais para controlar seu vizinho. A China, por sua vez, defende uma resposta internacional ao problema.
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