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Mulher de André Vargas diz que vende bolo e perfume para pagar contas

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O ex deputado federal André Vargas (PT) deixa a sede da PF para depor na justiça federal na tarde quarta-feira (24)
O ex deputado federal André Vargas (PT) deixa a sede da PF para depor na Justiça Federal(Vagner Rosário/VEJA)
Depois de desfrutar de viagens em um jatinho fretado pelo doleiro Alberto Youssef, o gatilho do processo que culminou na prisão do seu marido, o ex-deputado André Vargas, Eidilaira Soares Gomes disse que tem de improvisar para sustentar a casa. "Tenho uma iogurteria, faço bolo, vendo perfume, emagrecedores naturais, essas coisas", narrou nesta quarta-feira ao juiz Sérgio Moro, responsável pela investigação no âmbito da Lava Jato. Emocionada em diversos momentos do depoimento, Eidilaira, que é ré por lavagem de dinheiro, tentou a todo custo negar que tinha uma boa vida quando seu marido era deputado - e embolsou, segundo sentença da Justiça, 1,1 milhão de reais em propina em contratos firmados com a Caixa e o Ministério da Saúde. Ela afirmou que a única vez que embarcou em um jato foi "nesse negócio aí dessa viagem". E fez questão de citar as amarguras do passado: "Comecei a trabalhar com 12 anos, trabalhei como vendedora e no cemitério lavando túmulos. Trabalhei também com sacoleiras que revendiam roupas que eu comprava em São Paulo", disse ao juiz. Sobre a investigação por lavagem de dinheiro na compra de um imóvel em Londrina, ela não fez confissões: "Nunca me envolvi em nada disso". (Marcela Mattos, de Brasília)

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