França e mais oito países europeus têm nota da dívida rebaixada
Concretamente, porém, a pior notícia dessa sexta-feira 13 é que as conversas entre o governo da Grécia e bancos privados para revisar a dívida grega não deram em nada.
Surpresa não foi. Desde dezembro, a agência já tinha avisado que 15 dos 17 países da zona do euro estavam sob perspectiva negativa, ou seja, poderiam sofrer um rebaixamento. O mercado financeiro havia antecipado esse cenário, uma vez que o governo francês já estava pagando o dobro do alemão para pegar empréstimos embora ambos tivessem a nota máxima.
Apenas quatro países que usam o euro mantiveram o AAA: Alemanha, Holanda, Luxemburgo e Finlândia. França e Áustria desceram um escalão para AA+. Outros, como Espanha, Itália e Portugal, caíram dois degraus na escala. Com os boatos dessa rebaixada geral, não é à toa que as bolsas fecharam no negativo.
O euro também caiu ao ponto mais baixo em relação ao dólar nos últimos 16 meses. Para uma Europa com a economia cambaleante, a desvalorização do euro ate pode não ser tão ruim e ajudar as exportações. A consequência mais provável é que todos os países afetados vão ter que pagar mais caro para obter empréstimos e rolar suas dívidas.
Concretamente, porém, a pior notícia dessa sexta-feira 13 é que as conversas entre o governo da Grécia e bancos privados para revisar a dívida grega não deram em nada, ninguém se entendeu. Se a Grécia der um calote, as coisas vão piorar ainda mais.
A exatos 100 dias do primeiro turno das eleições presidenciais na França, a perda da cotação máxima afeta profundamente a cotação de Nicholas Sarkozy, que vai tentar se reeleger.
Foi o presidente que passou 2011 inteiro dizendo para os franceses que manter o AAA era uma questão de honra e disse para os amigos que estaria morto politicamente se não conseguisse. A notícia pode ser ruim para a França, mas, essa noite, os outros candidatos estão rindo à toa.
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