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Banco Mundial ajudará países da Europa Oriental afetados pela crise

Organismo irá colocar 27 bilhões à disposição das nações

Presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, em São Paulo Presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick: ajuda para europeus em dificuldades (Luiz Maximiano)
O Banco Mundial (BM) anunciou, nesta quarta-feira, que colocará à disposição de países emergentes da Europa Oriental e do centro da Ásia 27 bilhões de dólares para os próximos dois anos, a fim de enfrentar as consequências da crise na zona do euro. O presidente do BM, Robert Zoellick, afirmou, em comunicado, que, apesar das grandes economias da Europa Ocidental atraírem grande parte da atenção, 'a crise também está afetando pessoas nos países emergentes da Europa Oriental'. Sob a categoria 'Europa Oriental e centro da Ásia', o BM inclui 30 países, desde República Tcheca e Albânia até Rússia e Tadjiquistão.
Segundo a instituição multilateral, a crise de dívida da zona do euro está afetando esses países, a maioria antigas repúblicas soviéticas, de três maneiras: no âmbito financeiro, no comercial e nas remessas.
Devido a seus laços com as grandes economias europeias, o BM considera que esses países 'provavelmente enfrentarão um retrocesso econômico em 2012', enquanto a assistência da instituição ajudará a manter a estabilidade fiscal, abordar reformas estruturais, assegurar o fluxo de fundos a pequenas e médias empresas e proteger a população mais vulnerável.
O Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento e a Associação Internacional de Desenvolvimento, parte do BM, indicaram que poderão aumentar seus empréstimos a esses países até US$ 16 bilhões nos exercícios fiscais de 2012 e 2013.
Enquanto isso, o programa de investimentos da Corporação Financeira Internacional para estes países alcançará um máximo de US$ 10 bilhões nesses dois anos, especialmente destinados a proteger o sistema bancário.
Para completar o montante atribuído a esses países da Europa Oriental e da Ásia Central, a Agência Multilateral de Garantias do Banco Mundial aumentará seus fundos destinados ao risco associado em 1 bilhão de dólares.

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