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Governo registra superavit de R$ 93 bi em 2011 e bate meta
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O governo central (Previdência Social, Banco Central e Tesouro Nacional) registrou resultado positivo de R$ 93,51 bilhões em 2011, ultrapassando a meta para o ano, que era de R$ 91,8 bilhões, segundo divulgou o Ministério da Fazenda nesta sexta-feira (27).
Em 2010, o chamado superavit primário (resultado antes do pagamento dos juros da dívida) somou R$ 78,77 bilhões.
Governo federal arrecada R$ 993 bilhões em impostos em 2011
Volume de crédito cresce 19% em 2011 e chega a 49% do PIB
Taxa de inadimplência no Brasil foi de 5,5% em 2011, diz BC
Em dezembro, a economia foi de R$ 2,01 bilhões, contra R$ 4,7 bilhões em dezembro de 2010.
O resultado anual é equivalente a 2,26% do PIB (Produto Interno Bruto), acima dos 2,09% de 2010. As receitas totais chegaram a R$ 990,4 bilhões no ano, contra despesas que somam R$ 724,4 bilhões. Além disso, foram transferidos R$ 172,4 bilhões para Estados e municípios.
No ano, o Tesouro Nacional apresentou superavit de R$ 129,6 bilhões. Já a Previdência Social teve resultado negativo de R$ 35,5 bilhões e o Banco Central deficit de R$ 551 milhões.
META
O governo central superou a meta fiscal de 2011 sem usar a possibilidade de descontar investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), como feito em anos anteriores.
O investimento fechou o ano passado em R$ 47,5 bilhões, 0,8% a mais do que 2010. Até novembro, esses desembolsos apresentavam queda no acumulado no ano.
ENTENDA
Superavit primário do setor público é o quanto de receita o governo federal, os Estados, os municípios e as empresas estatais conseguem economizar, após o pagamento de suas despesas, sem considerar os gastos com os juros da dívida.
Para controlar os gastos, o governo precisa reduzir a proporção da dívida pública em relação ao PIB (Produto Interno Bruto). Essa economia de receitas é usada para pagar os juros desses débitos de modo a impedir seu maior crescimento e sinalizar ao mercado que haverá recursos suficientes para honrá-los no futuro.

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