Russos estão prestes a alcançar lago isolado há 15 milhões de anos na Antártida
Lago Vostok, isolado embaixo de quatro quilômetros de gelo, pode abrigar formas de vida antigas, capazes de sobreviver em condições extremas
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EXTREMÓFILOSSão organismos que conseguem sobreviver em condições extremas, que matariam a grande maioria dos seres vivos conhecidos. Grandes profundidades no mar, leitos de vulcões ativos e ambientes ácidos, ricos em arsênio ou com pouco oxigênio são alguns exemplos de ambientes extremos. Normalmente, micróbios são os únicos organismos que conseguem sobreviver nesses ambientes inóspitos.
Estudando como isso acontece, os cientistas buscam prever como a vida pode se desenvolver em outros planetas, como Marte, que não tem uma atmosfera como a da Terra. Eles podem explicar ainda como a vida começou em nosso planeta.
"Essa água é provavelmente a mais antiga do planeta. Não temos provas concretas, mas os dados indicam que, no fundo do lago, deve haver formas de vida como extremófilos", afirmou a cientista chefe da expedição do Instituto de Pesquisas Árticas e Antárticas da Rússia, Valery Lukin.
O Vostok é o maior dos mais de 100 lagos subterrâneos na Antártida e foi descoberto em 1957 pelos russos, feito classificado como um dos mais importantes achados geográficos do século 20. Desde então, muitas tentativas para chegar à sua superfície foram feitas, mas a pressão do gelo, as temperaturas extremas e o temor de contaminar uma fonte de tamanha importância científica impossibilitaram a pesquisa até agora.
A atual tentativa, agora próxima do sucesso, começou em novembro de 2011. "A perfuração foi reiniciada em 2 de janeiro. Neste tempo, avançamos 16 metros", afirmou Lukin. A previsão é de que a sonda alcance seu objetivo nas próximas duas ou três semanas.
Os cientistas afirmam ainda que os resultados da exploração ajudarão a prever as mudanças climáticas na Terra durante os próximos séculos, já que o Vostok guarda a memória climática dos últimos séculos.
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