Bolsas europeias fecham em alta em primeiro pregão após cortes da S&P
SÃO PAULO - No primeiro pregão após a agência de classificação
de risco Standard & Poor's ter retirado o rating triplo A da França e da
Áustria, bem como ter rebaixado a nota de outros países como Espanha, Itália e
Portugal, os principais índices acionários europeus fecharam em alta nesta
segunda-feira (16).
Contudo, parte do movimento decorrente do corte da S&P já
havia sido precificado na última sexta-feira, quando os mercados fecharam em
queda em meio a rumores de que a agência rebaixaria diversos países na Zona do
Euro ainda naquela data.
Nesta data, a França realizou o primeiro leilão após perder o
triplo A pela Standard & Poor's. O governo vendeu € 8,59 bilhões em títulos
públicos, perto do objetivo máximo previsto de € 8,7 bilhões, com juros
inferiores ao da última emissão.
Ainda em relação aos títulos da dívida na região, nesta
segunda-feira o BCE (Banco Central Europeu) voltou a intervir no mercado
secundário de dívida comprando títulos públicos dos governos da Itália e da
Espanha, seguindo o esforço para conter a alta dos rendimentos.
Cotações
Diante deste cenário, o FTSEurofirst 300, índice das principais
ações europeias, subiu 0,77%. Enquanto isso, o FTSE 100, de Londres, apresentou
alta de 0,41%, atingindo 5.660 pontos, o CAC 40, de Paris, avançou 0,86%, a
3.224 pontos e o DAX 30, de Frankfurt, teve alta de 1,27%, ficando em 6.221
pontos. Do mesmo modo, o FTSE MIB, de Milão, valorizou-se em 1,10% para 15.177
pontos e o o IBEX 35, de Madri, caiu 0,06%, para 8.446 pontos.
Bancos têm destaque
positivo na sessão
Em Londres, os bancos fecharam este pregão em rumos opostos: as
ações do Royal Bank of Scotland e as do HSBC subiram 1,49% e 0,63%, enquanto os
ativos do Barclays e do Lloyds recuaram 0,89% e 0,85%, respectivamente. Na ponta
negativa da bolsa londrina, destaque para os papéis da empresa Carnival PLC
(-17,48%), cuja queda reflete o acidente com o navio Costa Concórdia, que
naufragou na costa da Itália na sexta-feira, resultando na morte de pelo menos
cinco pessoas.
Na bolsa alemã, avançaram os ativos do Commerzbank (+0,99%) e
os do Deutsche Bank (+0,74%). Em Paris, os papéis do BNP Paribas tiveram
desempenho positivo de 1,45%, assim como os do Société Générale (+0,67%) e do
Crédit Agricole (+0,45%). Em Milão, alta para as ações do UniCredit (+0,41%) e
do Intelsa Sanpaolo (+0,65%).
Montadoras
avançam
Nesta segunda-feira, o Goldman Sachs reiterou sua recomendação
de compra para os fabricantes de automóveis BMW, Fiat, Daimler e a fabricante de
pneus Pirelli. Com isso, em Paris, subiram as ações da Peugeot (+3,65%) e as da
Renault (+2,37%).
Em Frankfurt, os ativos da Daimler (+3,62%) e BMW (+2,58%)
estiveram na ponta compradora deste pregão. Na bolsa de Milão, os papéis da Fiat
subiram 4,94% e os da fabricante de pneus Pirelli, 4,25%. Em Paris, avançaram os
ativos da Michelin, em alta de 3,62%.
Yields soberanos de 10
anos
Grécia (34,01% ante 34,36%), Portugal (14,28% contra 12,45%),
Itália (6,61% contra 6,64%), Espanha (5,18% ante 5,22%), França (3,03% contra
3,07%), Alemanha (1,76% ante 1,76%).
Confira o fechamento dos
principais índices acionários europeus:
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
| DAX 30 | +1,27 | 6.221 | +9,11 | +5,48 |
| CAC 40 | +0,86 | 3.224 | +8,46 | +2,03 |
| FTSE 100 | +0,41 | 5.660 | +5,06 | +1,57 |
| SMI | +0,49 | 6.026 | +5,10 | +1,51 |
| IBEX 35 | -0,06 | 8.446 | +2,95 | -1,41 |
| FTSE MIB | +1,10 | 15.177 | +4,15 | +0,58 |
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