Situação na Síria se tornou intolerável, diz secretário-geral da ONU
- Achmad Ibrahim/AP
O presidente da Indonésia, Bambang Yudhoyono (direita), e o secretário-geral da ONU participam de encontro
A declaração foi feita em Bogor, próximo a Jacarta, horas antes que os países membros do Conselho de Segurança examinem um projeto de declaração que apoia a mediação do emissário internacional Kofi Annan e contempla “medidas adicionais” contra Damasco.
“A situação síria se converteu em um dos problemas mais perturbadores e preocupantes da comunidade internacional”, disse Ban. "Não há tempo para esbanjar nem perder. Só um minuto, uma hora de atraso, representará a morte de mais pessoas."
Ban explicou, depois de se reunir com o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, que as prioridades da ONU são frear a violência e estabelecer um diálogo político.
Yudhoyono, por sua vez, assinalou que a Indonésia respeita a soberania síria, mas apelou à comunidade internacional que ponha fim à "tragédia humanitária".
"Somente porque não somos capazes de alcançar uma resolução da ONU, não significa que a população síria deva seguir sofrendo", acrescentou em referência à divisão no Conselho de Segurança das Nações Unidas, depois que Rússia e China vetaram duas resoluções de condenação ao regime sírio por violações dos direitos humanos
O Ministério das Relações Exteriores da Síria pediu na segunda-feira (19) à ONU e à Organização da Conferência Islâmica (OCI) que ajam para evitar o apoio externo ao que chama de "terroristas", acusados pelo regime de Damasco de serem os responsáveis por produzir uma espiral de violência que já matou mais de oito mil pessoas, segundo dados da ONU.
Crise na Síria
Foto 117 de 120 - 18.03.2012- Equipes de investigação da Síria inspecionam edifício destruído por carro-bomba no bairro de Suleimaniyeh, em Alepo, uma das maiores cidades do país Mais Sana/ Ho/ AFP
Kellenberger disse ter alertado Lavrov de que a situação se tornou mais "urgente", tornando mais importantes as tréguas diárias.
"Não é possível que, quando você tem os combates mais intensos, você não tenha acesso para evacuar os feridos. Também queremos realizar atividades de proteção, e com isso eu quero dizer a proteção de missões médicas, e isso significa acesso a detidos para que possamos verificar suas condições e tratá-los."
O dirigente da Cruz Vermelha disse que Lavrov "claramente concordou e manifestou apoio" à ideia do cessar-fogo, mas que não estava claro quais canais a Rússia iria usar para pressionar Assad.
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