Forbes’: após vazamento, ‘Chevron virou a BP do Brasil’

A notícia de um novo vazamento de petróleo em área explorada pela Chevron em águas do Rio de Janeiro e a posterior liminar da Justiça proibindo executivos da companhia de sair do País tiveram repercussão nos principais veículos de comunicação do mundo.
Algumas reportagens deixaram nas entrelinhas a ideia de que a reação do governo brasileiro seria exagerada.
O site da revista americana “Forbes” afirmou que “a Chevron se tornou a BP do Brasil”, apesar de o vazamento ter sido “pequeno se comparado com o da BP”. Esta última foi protagonista de um acidente em abril de 2010, no Golfo do México, Estados Unidos, que resultou na morte de 11 pessoas e um vazamento de 4 milhões de barris de petróleo que durou 87 dias.
Já a Chevron, anunciou, na semana passada, que ocorreu um vazamento no campo de Frade, Bacia de Campos, a três quilômetros de um poço onde já havia ocorrido, em novembro do ano passado, outro vazamento, de até 3 mil barris. A empresa interrompeu temporariamente suas operações no Brasil. No sábado 17, uma liminar da Justiça Federal proibiu 17 executivos da Chevron e da empresa Transocean, que operava a plataforma, de sair do País.
“A Chevron já tem um pé fora do País e isso pode lhe custar US$ 2,5 bilhões, valor que a companhia gastou em projetos no Brasil”, afirmou o jornalista Kenneth Rapoza no site da “Forbes”.
O “New York Times” também noticiou o caso e inclusive usou uma declaração antiga, publicada em um jornal concorrente, o “Wall Street Journal”, para mostrar que a reação do governo seria desproporcional aos fatos. “Nunca vi um vazamento tão pequeno com uma reação desse tamanho”, afirmou no fim do ano passado Ali Moshiri, chefe das operações latino-americanas da Chevron.
Abaixo, trechos de reportagens sobre a Chevron em veículos estrangeiros.
20 de março de 2012 | 16h00
A notícia de um novo vazamento de petróleo em área explorada pela Chevron em águas do Rio de Janeiro e a posterior liminar da Justiça proibindo executivos da companhia de sair do País tiveram repercussão nos principais veículos de comunicação do mundo.
Algumas reportagens deixaram nas entrelinhas a ideia de que a reação do governo brasileiro seria exagerada.
O site da revista americana “Forbes” afirmou que “a Chevron se tornou a BP do Brasil”, apesar de o vazamento ter sido “pequeno se comparado com o da BP”. Esta última foi protagonista de um acidente em abril de 2010, no Golfo do México, Estados Unidos, que resultou na morte de 11 pessoas e um vazamento de 4 milhões de barris de petróleo que durou 87 dias.
Já a Chevron, anunciou, na semana passada, que ocorreu um vazamento no campo de Frade, Bacia de Campos, a três quilômetros de um poço onde já havia ocorrido, em novembro do ano passado, outro vazamento, de até 3 mil barris. A empresa interrompeu temporariamente suas operações no Brasil. No sábado 17, uma liminar da Justiça Federal proibiu 17 executivos da Chevron e da empresa Transocean, que operava a plataforma, de sair do País.
“A Chevron já tem um pé fora do País e isso pode lhe custar US$ 2,5 bilhões, valor que a companhia gastou em projetos no Brasil”, afirmou o jornalista Kenneth Rapoza no site da “Forbes”.
O “New York Times” também noticiou o caso e inclusive usou uma declaração antiga, publicada em um jornal concorrente, o “Wall Street Journal”, para mostrar que a reação do governo seria desproporcional aos fatos. “Nunca vi um vazamento tão pequeno com uma reação desse tamanho”, afirmou no fim do ano passado Ali Moshiri, chefe das operações latino-americanas da Chevron.
Abaixo, trechos de reportagens sobre a Chevron em veículos estrangeiros.
Forbes
“O desastre da BP no Golfo do México foi um Armagedon ambiental que tirou vidas, acabou com a pesca e a indústria de camarão e causou destruição nas praias. Em comparação, o vazamento da Chevron foi uma ocorrência rotineira.”
The New York Times
“[George] Buck, chefe das operações da Chevron on Brasil, um americano, está impedido de sair do Brasil, e uma longa batalha legal o espera.”
CNN International“O vazamento foi pequeno [comparado com o da Chevron]. No entanto, chemou atenção para os riscos ambientais no momento em que o Brasil desenvolve o seu chamado pré-sal em profundidades extremas na costa do Rio de Janeiro.”
The Wall Street Journal
“As enormes reservas de petróleo em mares brasileiros são altamente atrativas para companhias que procuram um ponto de apoio em um dos poucos países do mundo que tem potencial de aumentar a produção e não é membro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).”
Sidney Morning Herald
“Nem a Chevron Brasil nem os seus executivos foram formalmente notificados de qualquer determinação do Judiciário”, afirmou o diário australiano, sobre a liminar da Justiça quem impede 17 empregados da Chevron e da Transocean de sair do Brasil, entre os quais estão três cidadãos da Austrália.
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