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EUA têm seu primeiro contato após a morte de Kim Jong-il

País retoma as negociações diretas com a Coreia do Norte já nesta quinta-feira

Em Panmunjom, região que separa as duas Coreias, soldados americano e sul-coreano observam dois soldados norte-coreanos, no UN Command Military Armistice Commission Em Panmunjom, região que separa as duas Coreias, soldados americano e sul-coreano observam dois soldados norte-coreanos, no UN Command Military Armistice Commission (AFP)
Delegados dos Estados Unidos e da Coreia do Norte iniciaram nesta quinta-feira em Pequim o primeiro contato oficial entre os dois países desde a morte do líder norte-coreano Kim Jong-il, que foi sucedido por seu filho Kim Jong-un.
Segundo confirmou a embaixada americana em Pequim, os contatos foram iniciados às 10h locais (0h de Brasília), entre as delegações lideradas pelo vice-ministro das Relações Exteriores norte-coreano, Kim Kye-gwan, e o enviado especial dos EUA para a Coreia do Norte, Glyn Davies, que prometeu fazer declarações à imprensa no final do dia.
O principal tema na agenda é a desnuclearização na península coreana, embora Davies tenha assegurado na quarta-feira que também trataria de outras questões, como não-proliferação, direitos humanos e questões humanitárias. Davies aproveitou para ressaltar que ainda não é possível saber se a mudança de regime em Pyongyang também levará a variações nas negociações.
Com estas conversas, os EUA, assim como a anfitriã China, tentam ressuscitar o diálogo a seis (os dois mencionados mais as duas Coreias, o Japão e a Rússia) para a desnuclearização na península Coreana, paralisadas desde 2008.
Davies deve também reunir-se com o vice-ministro chinês Wu Dawei, além de representantes sul-coreanos e japoneses em Seul e Tóquio no fim de semana, completando assim uma rodada de contatos com todas as partes implicadas, já que há algumas semanas manteve encontros com delegados russos em Moscou.
Washington quer que Pyongyang detenha todas suas atividades nucleares e permita inspeções da ONU, enquanto a Coreia do Norte procura sair das negociações com ajuda energética e financeira, além de reconhecimento político para seu país.

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