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BC chinês propõe maior abertura a investidor estrangeiro
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A China deveria acelerar o afrouxamento dos controles de capital, afirmou o banco central local em relatório sobre o caminho que o país deveria adotar para maior abertura dos mercados de capital e para ter uma moeda livremente negociada.
Embora a economia chinesa tenha crescido muito nas três últimas décadas, o mercado financeiro se manteve, na sua maior parte, fechado para o resto do mundo.
A abertura daria aos estrangeiros maior acesso às ações e a outros papéis chineses e ajudaria a tornar o yuan em moeda global, podendo rivalizar com o dólar.
Uma reforma dessa tipo traz grandes riscos, podendo enfraquecer os controles sobre fluxo de capital externo que protegeram a China da crise financeira global, e pode encontrar oposição.
O FMI e o Banco Mundial têm aconselhado Pequim a relaxar seus rígidos controles de investimento.
Ao segurar o dinheiro na China, a fechada conta capital tem estimulado o aumento dos preços de propriedades e gerado inflação.
O premiê Wen Jiabao disse repetidas vezes que a liberalização da conta capital é uma prioridade. Mas as reformas cambiais têm andado até agora em ritmo muito lento.
O relatório estabelece três etapas para a reforma. A primeira, nos próximos três anos, abriria o caminho para mais investimento chinês na medida em que "o encolhimento de bancos e empresas ocidentais abriu espaço para investimentos chineses".
A segunda, de três a cinco anos, aceleraria os empréstimos externos em yuan.
No longo prazo, de cinco a dez anos, estrangeiros teriam maior liberdade para investir em ações, outros títulos e propriedades na China. Atualmente, eles só podem negociar pequenas cotas.
De acordo com o BC, o yuan livremente conversível seria "a última etapa".

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