Lava Jato: Procurador diz que Gim Argello usou CPI para cometer crimes: "Foi uma corrupção ao quadrado"
Em coletiva de imprensa, Athayde Ribeiro Costa afirmou que Argello teria recebido 5 milhões de reais de empreiteiras para impedir a convocação de investigados na CPI mista da Petrobras
"Isso mostra a gravidade e a audácia de Gim Argello de usar a CPI para cometer crimes. O caso de hoje revela uma corrupção qualificada, uma corrupção ao quadrado, uma metacorrupção", disse o procurador, em coletiva de imprensa. Segundo Costa, as doações ocorreram entre julho e outubro de 2014 no curso da Operação Lava Jato.
O dinheiro teria ido para o caixa da coligação União e Força no Distrito Federal, que reunia os partidos DEM, PR, PMN e PRTB. A coligação lançou a candidatura de Jofran Frejat (PR) ao governo da capital federal, que perdeu a eleição no segundo turno para Rodrigo Rollemberg (PSB). Frejat entrou no lugar do ex´governador José Roberto Arruda, que desistiu de concorrer após ter o seu registro barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa. Segundo o procurador, não foi encontrado indícios de que as siglas sabiam da origem ilícita dos recursos.
Segundo as investigações, Argello também indicou a conta da paróquia de São Pedro, em Taguatinga (DF), para o depósito de 350.000 reais.
"Não é porque é a Igreja Católica ou qualquer outra denominação que nós não vamos aprofundar as investigações", afirmou o procurador Carlos Fernando Lima. Segundo ele, não foram encontrados indícios de que os párocos sabiam do esquema.
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