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Clube do Bilhão buscou o 'Alcoólico' para enterrar CPI

Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na sede da OAS Empreendimentos
Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na sede da OAS Empreendimentos, na avenida Angélica, em São Paulo, nesta terça-feira (12), durante a 28ª fase da Operação Lava Jato. A ação, batizada de "Vitória de Pirro", investiga a cobrança de propinas para evitar convocação de empreiteiros em comissões parlamentares de inquérito sobre a Petrobras(Gabriel Soares/Brazil Photo Press/Folhapress)
Mensagens em poder dos investigadores da Operação Lava Jato mostram que os empreiteiros Léo Pinheiro, da OAS, e Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, procuraram outros empreiteiros do Clube do Bilhão para "unir forças" contra as investigações da CPI mista da Petrobras, em 2014. Em uma das conversas, datada de 10 de junho, Pinheiro procura o então presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, para discutirem um encontro com o "Alcoólico", codinome usado para identificar o então senador Gim Argello (PTB-DF), e negociar o pagamento de propina para evitar o andamento dos trabalhos na comissão. Em outras conversas, Ricardo Pessoa e Léo Pinheiro falam de contatos que tiveram com Dario Galvão, da Galvão Engenharia, e Marcio Faria, da Odebrecht. Em 5 de agosto de 2014, Leo Pinheiro dialoga novamente com o dirigente da Andrade Gutierrez afirmando estar "preocupado com as reações intempestivas" de Gim Argello na CPI. "Otavio, o nosso Alcoólico está indossil (sic). Seria oportuno um (sic) ligação sua para êle (sic). Fico preocupado com as reações intempestivas. Abs. Léo", diz o empreiteiro da OAS, evidenciando que, além de querer enterrar a CPI, já enterrou há muito tempo a Língua Portuguesa. (Laryssa Borges, de Brasília)

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