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"PT inferniza a vida de muita gente", diz Jucá

Presidente em exercício do PMDB acompanhou a votação do impeachment de Dilma ao lado do vice-presidente Michel Temer, que ficou "satisfeito" com o placar na Câmara

O senador e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá - 06/04/2016
O senador e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá -
Depois de acompanhar a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Jaburu, ao lado do vice-presidente Michel Temer, o senador e presidente em exercício do PMDB, Romero Jucá (RR), afirmou que o grupo de Temer está "satisfeito" com os 367 votos dos deputados pelo prosseguimento do processo contra a petista. Mais cedo, antes da votação, o ex-ministro Eliseu Padilha, um dos aliados mais próximos do vice, disse ao site de VEJA que a expectativa era de, no mínimo, 370 votos favoráveis ao seguimento do processo ao Senado. Segundo Jucá, Temer recebeu o resultado "com tranquilidade" e seus aliados vão buscar demonstrar no Senado que houve crime de responsabilidade da petista nas pedaladas fiscais. O senador, no entanto, não falou em "novo governo" e ressaltou que caberá ao Senado julgar a perda ou não do mandato de Dilma.
De acordo com Jucá, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vai conduzir de forma "institucional" o prosseguimento do impeachment. A oposição teme que Renan, um dos últimos parlamentares de relevo que o governo ainda arrisca a chamar de aliado, diminua o ritmo imposto pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao processo.
Cunha acelerou a tramitação do processo contra Dilma ao promover sessões às segundas e sextas-feiras na Câmara, que usualmente tem atividade apenas entre terça e quinta-feira. "O presidente é experiente, um político habilidoso. Tenho certeza de que ele agirá com total independência, com todo o equilíbrio para que o processo que está sendo acompanhado por milhões de brasileiros possa ser sintonizado com as ruas", afirmou.
Sobre Eduardo Cunha, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no escândalo de corrupção da Petrobras, Romero Jucá se limitou a dizer que "a situação do Cunha vai ser discutida na Câmara e no Supremo".
Jucá lembrou que caberá ao líder da sigla no Senado, Eunício Oliveira (CE) "encaminhar os entendimentos com outros partidos" para indicar o relator da comissão especial a ser criada no Senado. Um dos nomes ventilados, sobretudo entre tucanos como Aécio Neves (MG), é o da senadora Ana Amélia (PP-RS). O prazo de 48 horas para a formação da comissão na Casa pode começar já nesta segunda-feira, quando Renan Calheiros deve ler o encaminhamento feito pela Câmara.
Indagado a respeito de afirmações de petistas de que "infernizarão" um possível governo Temer com protestos de movimentos sociais e sindicalistas, Jucá respondeu que "o PT já está infernizando a vida de muita gente. Porque tem muita empresa fechando, muita gente demitida. Em matéria de inferno o PT entende bem".

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