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Moro critica Duque por pedir 30.062 comprovantes de pagamentos da Petrobras

Avaliação do juiz é de que os documentos não têm serventia, além de resultar em custos consideráveis para a estatal

O JUIZ SERGIO FERNANDO MORO: seu mundo discreto começou a virar pelo avesso em 11 de julho de 2013, quando ele autorizou a polícia federal a fazer “escuta telefônica e telemática” contra um obscuro doleiro
O juiz federal Sergio Moro.
Em mais uma manifestação contra a estratégia da defesa de réus da Operação Lava Jato, o juiz federal Sergio Moro criticou nesta quinta-feira o pedido dos defensores do ex-diretor da Petrobras Renato Duque para que a estatal apresente 30.062 comprovantes bancários com os registros de pagamentos da estatal para a empreiteira Odebrecht, cujos executivos também são réus do petrolão. Por ordem do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a Petrobras produziu boa parte dos documentos, embora, na avaliação de Moro, "não tenham serventia nenhuma e a sua produção implique custos consideráveis para a vítima".
"Retoma a Defesa de Renato de Souza Duque seus requerimentos probatórios proletatórios", criticou hoje o magistrado, para quem já existiriam provas suficientes do pagamento em massa de propina no esquema desvendado pela Lava Jato. "Não há qualquer controvérsia sobre a existência desses pagamentos e é difícil vislumbrar a relevância da juntada dos 30.062 documentos bancários, já que a prova mais relevante consiste nos comprovantes bancários de repasses de numerário de contas supostamente controladas pela Odebrecht no exterior para conta supostamente controlada por Renato de Souza Duque. Sobre as provas realmente relevantes, até o momento apenas silêncio das Defesas", disse Moro.
Renato Duque já foi condenado a mais de 20 anos de prisão em outro processo relacionado à Operação Lava Jato, mas responde a outras ações penais no petrolão. Ao longo da instrução da primeira ação penal que envolve a Odebrecht, delatores confirmaram que a construtora participava do chamado Clube do Bilhão e apontaram o executivo Márcio Faria como o responsável por negociar em nome da empresa como seriam fraudados os contratos e distribuída a propina para autoridades como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o próprio Renato Duque. A Odebrecht e a defesa de Faria negam as acusações. Duque também rejeita ter participado de irregularidades.Moro critica Duque por pedir 30.062 comprovantes de pagamentos da Petrobras

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