Crescimento de grupos de mulheres contra Bolsonaro preocupa candidato
Foto: Reprodução
Na Bahia, por exemplo, mulheres se organizam por ato contra candidato convocado para dia 29
O aumento de seguidores do grupo criado no Facebook “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, que chegou a 2 milhões de participantes e pedidos de entrada, voltou a preocupar a campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Na madrugada de domingo, o grupo foi hackeado e, daí em diante, centenas de outros foram criados contra o candidato. As hashtags #Elenão e #Elenunca, usadas nas redes sociais em referência negativa ao presidenciável, também têm causado preocupação na equipe do candidato.
Estadão Conteúdo
“Eu escolheria Zé Ronaldo de novo 10 ou 20 mil vezes”, diz ACM Neto
Foto: Divulgação
Encontro de Multiplicadores aconteceu ontem
Mais de 2 mil pessoas participaram do Encontro de Multiplicadores ontem à noite, no Salão Íris do Hotel Fiesta, em Salvador. Organizado pela coligação Coragem para Mudar a Bahia, o encontro reuniu lideranças de Salvador e da região metropolitana para fortalecer a divulgação das propostas do candidato Zé Ronaldo (DEM) ao governo do estado. De acordo com o prefeito ACM Neto, que foi o mestre de cerimônia, o Encontro visa repetir uma fórmula que deu certo em 2012 e em 2016, quando venceu as eleições para prefeito de Salvador. Neto lembrou que a mobilização o ajudou a construir essas duas grandes vitórias e que agora é o momento de sedimentar a vitória de Zé Ronaldo. “Tenho certeza de que fiz a escolha certa ao escolher Zé Ronaldo candidato ao governo. Se tivesse de escolher de novo, o faria 10, 20 mil vezes. A Bahia terá oportunidade de eleger um governador ficha limpa no dia 7 de outubro, um homem íntegro que foi prefeito durante quatro vezes em Feira de Santana e que tem hoje menos bens do que tinha antes de ser prefeito. Zé Ronaldo vive na mesma casa simples até hoje. A Bahia precisa conhecer esse cara”, disse Neto. O prefeito enfatizou também que conhece bastante Rui Costa e sabe o quanto a administração de Salvador foi perseguida “apenas por dor de cotovelo do atual governador”. “Temos que aproveitar ao máximo os próximos 20 dias. Esse é o maior evento da campanha até aqui. Mas, na sexta-feira, vamos superar esse evento de hoje com o grande comício, que contará com a participação do candidato à Presidência Geraldo Alckmin”, convocou Neto, informando que a concentração será iniciada a partir das 16 horas, no dia 21/9, entre a Rua Chile e Praça da Sé. “Vamos mostrar nossa força, mostrar que Salvador é 25. Quando precisamos vencer é sempre bom contar com os amigos”, disse Neto. O candidato ao senado, Irmão Lázaro (PSC), falou sobre a campanha difamatória que vem sofrendo no programa eleitoral do candidato Rui Costa. “Abriram uma grande ferida em mim e nas pessoas que acreditam nos nossos propósitos. Estou no projeto para derrubar o grande gigante, como Davi derrotou Golias. O que fizeram comigo não se faz. Esqueceram que tenho mãe, e ela passou mal quando assistiu a propaganda na televisão. Fica aqui meu protesto. Não estou nessa campanha por ambição pessoal, mas por indignação”, disse Lázaro, acrescentando que “se houvesse apenas uma vaga, Jutahy seria mais merecedor, mas existem duas. Eles vão ter que engolir o ‘negão’ no Senado”, desabafou.”.
No início do evento todos os participantes encontraram em cada cadeira um “kit campanha” com adesivos de Alckmin e do candidato ao governo do estado Zé Ronaldo, além de ‘santinhos’ com instruções sobre como votar.
Ao final, Zé Ronaldo apresentou suas propostas de governo e disse que a idéia do encontro é fazer com que os multiplicadores e formadores de opinião propaguem essas ideias nas diversas regiões de Salvador e da região metropolitana. “Temos uma série de propostas para melhorar as diversas áreas do estado, como Saúde, Educação, Segurança, Infraestrutura, entre outras. É preciso que essas informações cheguem ao povo”, disse Zé Ronaldo. A candidata a vice-governadora Mônica Bahia e demais candidatos a deputado federal e estadual não discursaram. Estiveram presentes centenas de líderes comunitários, vereadores que apóiam a coligação e formadores de opinião da capital e da região metropolitana.
No início do evento todos os participantes encontraram em cada cadeira um “kit campanha” com adesivos de Alckmin e do candidato ao governo do estado Zé Ronaldo, além de ‘santinhos’ com instruções sobre como votar.
Ao final, Zé Ronaldo apresentou suas propostas de governo e disse que a idéia do encontro é fazer com que os multiplicadores e formadores de opinião propaguem essas ideias nas diversas regiões de Salvador e da região metropolitana. “Temos uma série de propostas para melhorar as diversas áreas do estado, como Saúde, Educação, Segurança, Infraestrutura, entre outras. É preciso que essas informações cheguem ao povo”, disse Zé Ronaldo. A candidata a vice-governadora Mônica Bahia e demais candidatos a deputado federal e estadual não discursaram. Estiveram presentes centenas de líderes comunitários, vereadores que apóiam a coligação e formadores de opinião da capital e da região metropolitana.
ngevix inidônea por três anos
Foto: Wilton Junior / Estadão
Refinaria de Abreu e Lima
O Tribunal de Contas da União declarou a inidoneidade da Engevix por três anos no âmbito de processo por supostas fraudes a licitações para as obras de implantação da Refinaria Abreu e Lima, também denominada de Refinaria do Nordeste (Rnest), em Ipojuca, Pernambuco. A Corte acolheu representação da Petrobrás contra a empreiteira, uma das pivôs da Operação Lava Jato. Esta é a segunda vez que a Engevix é declarada inidônea pela Corte de Contas. Em junho de 2017, a construtora também foi condenada a cinco anos de proibição de contratar com o Poder Público em razão de irregularidades cometidas pela empresa em contratos firmados com a Eletronuclear, nas obras da usina de Angra 3, em construção no Rio de Janeiro. Neste processo, a Petrobrás afirmou, em representação ao TCU, que ‘restou reconhecido que as empreiteiras participantes do ‘clube’ fraudavam as licitações da Petrobrás, por meio da combinação prévia da distribuição dos contratos entre elas, viabilizado pela ausência de apresentação de proposta, ou pelo oferecimento de proposta de cobertura, e do pagamento de propina a agentes públicos para a obtenção de favorecimentos nesse processo, sendo que parte desses valores era repassado a partidos políticos responsáveis pela indicação desses agentes’. “Esse modus operandi foi detectado nas licitações e contratos relacionados às obras da Refinaria Abreu e Lima – Rnest”, afirmou a estatal. Segundo o ministro relator do processo, Benjamin Zymler, até o momento, ‘a Engevix sequer demonstrou que atenderia plenamente as condições elencadas no art. 16, §1º, da Lei Anticorrupção, para a celebração de acordo de leniência, em particular o requisito de ter sido a primeira a se manifestar sobre o seu interesse em cooperar para a apuração dos atos ilícitos na Rnest’. “Ao contrário do que a defesa entregue pela empresa deixa transparecer, não há direito subjetivo à celebração de acordo de leniência nem qualquer vinculação desta Corte de Contas a tal ajuste”, afirmou. Para Zymler, ‘cabe também a responsabilização da Engevix nos certames em que há evidências de que a empresa, embora convidada formalmente pela Petrobras, se absteve intencionalmente de apresentar proposta com vistas a facilitar a colusão das construtoras’.
Estadão
Sérgio Cabral começa a cumprir pena em 2ª instância na Lava Jato
Foto: Fábio Motta / Estadão
Sérgio Cabral
O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) passou a cumprir pena em 2ª instância na Operação Lava Jato. O juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão do emedebista para execução provisória de pena no dia 10 de setembro. A decisão substitui a prisão preventiva de Sérgio Cabral pela custódia para cumprimento de 14 anos e 2 meses de prisão em regime fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão de Moro alcança ainda seus ex-secretários Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho – também execução provisória – e Carlos Emanuel de Carvalho Miranda – execução definitiva por ser delator da Lava Jato. Neste processo, a Lava Jato apontou que a empresa Andrade Gutierrez pagava propina ao ex-governador por meio de Carlos Miranda, para garantir o contrato de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), celebrado com o Consórcio Terraplanagem COMPERJ, integrado pela empreiteira e a Petrobrás. O emedebista foi condenado pelo juiz Sérgio Moro em junho do ano passado. O magistrado aplicou 14 anos e dois meses de prisão para o ex-governador por corrupção e lavagem de dinheiro. Em maio deste ano, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmou a condenação do ex-governador do Rio e manteve a pena. Esta foi a primeira condenação de Sérgio Cabral em 2ª instância. Na Lava Jato do Paraná e do Rio, Sérgio Cabral já foi condenado em 7 processos. O ex-governador do Rio já foi sentenciado a 183 anos e seis meses de prisão.
Estadão
Haddad acena a PSDB e mulheres por 2º turno, diz coluna
Fernando Haddad se movimenta para afastar o rótulo de que é o único candidato a perder para Jair Bolsonaro no segundo turno, de acordo com a Coluna do Estadão. O petista já fez dois movimentos nesse sentido. Durante sabatina do Jornal Nacional, gastou mais tempo para defender Dilma Rousseff do que Lula. Quer, com isso, ganhar a simpatia das mulheres, grupo que mais rejeita o capitão reformado. Paralelamente a isso, sinaliza que pode conversar com o PSDB. O propósito é mostrar que tem maior capacidade de união, além de deixar caminho aberto para uma coalizão no futuro. “Tem muitas pessoas que apoiaram o golpe e estão revendo sua posição. O próprio PSDB já fez uma autocrítica. Isso constrói possibilidades de diálogo”, disse Haddad ontem, citando Tasso Jereissati, que ao Estado disse ter sido um erro apoiar Temer. Em prol do eleitorado feminino, o presidenciável petista vai começar a dizer que há um aspecto misógino no impeachment de Dilma Rousseff.
Estadão
Juiz autoriza conta para R$ 1 mi de empresário que confessou pagamentos a irmão de Richa
O juiz Fernando Bardelli da Silva Fischer, da 13ª Vara Criminal do Paraná, determinou a abertura de conta judicial para que seja feito o depósito de quase R$ 1 milhão por parte de empresário que admitiu ter feito pagamentos ao irmão do ex-governador Beto Richa (PSDB) e ao delator Tony Garcia em supostos esquemas de corrupção apurados na Operação Radiopatrulha, que mira o ex-governador do Paraná, Beto Richa. Frare é um dos investigados por fraudes no Programa Patrulha do Campo, para manutenção de estradas rurais, entre 2012 e 2014. Segundo o inquérito, há indícios de direcionamento de licitação para beneficiar empresários e pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. O empresário aparece em um vídeo entregue pelo empresário Antônio Celso Garcia, o Tony Garcia, delator da Radiopatrulha. As imagens mostram repasse de dinheiro vivo efetuado por empresários ao ‘núcleo político’ da organização, da qual Richa seria o chefe, segundo os promotores do Gaeco. Ele informou à Justiça que quer entregar um cheque de R$ 971 mil com valor corrigido do montante que teria sido pago a Pepe Richa, irmão do tucano, e ao empresário Tony Garcia. Em resposta ao pedido, o juiz determinou: “Defiro a abertura de conta judicial a fim de depositar o valor do cheque emitido pelo investigado Celso Antônio Frare, requerida por sua defesa”.
Estadão
Alckmin tenta impedir debandada do Centrão
Foto: Nelson Almeida / AFP
Geraldo Alckmin
A campanha do ex-governador Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB nas eleições 2018, tenta evitar uma debandada de aliados e quer reforçar a visibilidade do tucano em São Paulo nas três semanas que restam antes do primeiro turno. Ainda sem contar com o engajamento dos partidos do Centrão, Alckmin pretende investir no próprio quintal para evitar o triunfo do voto casado no candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e no nome tucano para o Palácio dos Bandeirantes, João Doria. A ideia é impedir a consolidação do chamado voto “bolsodoria” no maior colégio eleitoral do País. Apesar de ter o maior tempo no horário eleitoral no rádio e na TV, Alckmin continua estagnado nas pesquisas. Oficialmente, integrantes do bloco formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade pedem mudanças no tom da campanha, mas, nos bastidores, já procuram candidatos que consideram mais viáveis para o segundo turno. Os líderes do Centrão foram convocados pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), coordenador político da campanha, para uma reunião de emergência hoje na capital paulista. Porém, já há sinais de abandono na aliança tucana. O coordenador da campanha de Bolsonaro em São Paulo, deputado Major Olímpio (PSL-SP), disse nesta segunda-feira, 17, que líderes do Centrão estão se aproximando do presidenciável do PSL. No Solidariedade, partido ligado à Força Sindical, a preferência é pelo candidato do PDT, Ciro Gomes. Já o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), que concorre à reeleição, não esconde o apoio ao PT. Sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no páreo por causa da Lei da Ficha Limpa, o senador pretende se juntar à campanha do petista Fernando Haddad. Alega, para tanto, questões regionais. Um dos integrantes do bloco disse ao Estado que, na prática, não há como desfazer a coligação com Alckmin. Mas observou que, mesmo nas fileiras do PSDB, o tucano está sendo “cristianizado”, termo usado na política para se referir a candidato abandonado por seus pares. Embora considere “dificílima” a hipótese de o tucano deslanchar, a maior parte do Centrão acha que é preciso concentrar o ataque em Bolsonaro e pregar o voto útil com mais vigor, deixando a artilharia pesada contra Haddad para o final. Há, no entanto, quem defenda críticas já ao petista. Na avaliação de integrantes do bloco ouvidos pelo Estado, além de desconstruir Bolsonaro, o ex-governador de São Paulo precisa destacar os riscos da volta do PT ao poder e se descolar do presidente Michel Temer, bastante impopular. Em outra frente, a campanha vai tentar promover uma aproximação entre o governador Márcio França (PSB), candidato à reeleição, e Doria. “Esse litígio entre o Doria e o França nos prejudica muito. Um dos nossos esforços será para reduzir as agressões entre eles e para que a campanha do Geraldo esteja mais presente em São Paulo”, disse o ex-secretário de Energia de São Paulo João Carlos Meirelles, conselheiro próximo de Alckmin.
Estadão
Para rebater críticas, campanha usa Bolsonaro com filha
Foto: AP Photo/Leo Correa
Michelle Bolsonaro, esposa de Jair, chega à Santa Casa em Juiz de Fora (MG)
Em reação ao movimento na internet “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, a campanha do candidato do PSL ao Palácio do Planalto nas eleições 2018 começou nesta segunda-feira, 17, a divulgar imagens de família e mensagens de repúdio à violência sexual. O presidenciável Jair Bolsonaro apareceu em um vídeo ao lado da filha, Laura, de 8 anos, e relatou, em tom de emoção, que desfez uma vasectomia para que a mulher, Michelle de Paula, pudesse engravidar. Casada há cinco anos com Bolsonaro, Michelle – que acompanha o marido no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ele se recupera do atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG), no dia 6 deste mês, – evita a exposição e resiste a apelos de aliados para aparecer nas peças de propaganda política. A equipe de Bolsonaro está focada em mobilizar os simpatizantes para neutralizar nas redes sociais manifestações contrárias ao candidato previstas para ocorrer nas capitais no dia 29. No tarde desta segunda-feira, a conta dele no Twitter saiu em defesa de sua atuação na Câmara dos Deputados, que não é marcada pela aprovação de um grande número de projetos. Foi a deixa para entrar na questão da violência sexual, um tema da agenda dos grupos em defesas das mulheres. “Se aprovar leis fosse o mais importante, o Brasil seria um paraíso”, destacou a mensagem na conta do candidato na rede social. “Fazemos a nossa parte propondo penas mais duras para estupradores, redução da maioridade penal, etc.” Aliados do presidenciável relataram à reportagem que Bolsonaro está atento à ofensiva para buscar o voto feminino, mas pediu prudência. Ao divulgar vídeo do pai com Laura, o deputado estadual e candidato ao Senado pelo Rio Flávio Bolsonaro (PSL) escreveu em sua conta no Twitter que “ele sempre resistiu em externar isso, mas é o mais puro e verdadeiro sentimento” em relação às mulheres. Já o filho Carlos, vereador licenciado do Rio, optou por atacar os adversários petistas. Ele usou a hashtag #ForçaManu para dizer que a candidata Manuela d’Ávila, do PCdoB, vice do candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, é ignorada nas peças de propaganda da chapa petista. As mais recentes pesquisas apresentadas por Ibope e Datafolha mostram que Bolsonaro enfrenta maior rejeição entre as mulheres, com índices que chegam a 50% e 49%, respectivamente. Imagens do embate de Bolsonaro com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) na Câmara, em que ele chegou a dizer que não a estupraria porque ela não merecia, foram usadas pela propaganda política do candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB). Por causa do episódio, Bolsonaro virou réu no Supremo Tribunal Federal por injúria e incitação ao crime de estupro. O atentado contra Bolsonaro em Juiz de Fora conteve o bombardeio tucano durante o horário eleitoral e atenuou a preocupação do PSL com a marca de “machista”.
Estadão
Juiz nega recurso de Lula e mantém cobrança de R$ 31 milhões
Foto: Sérgio Castro / Estadão
Ex-presidente Lula
O juiz Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre, da 12.ª Vara Federal de Curitiba, negou um recurso da defesa do ex-presidente Lula e manteve a cobrança de R$ 31 milhões imposta a ele como parte da pena no processo do triplex do Guarujá, na Operação Lava Jato, que levou o petista à prisão em 7 de abril. Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Os R$ 31 milhões são o montante atualizado ‘dos valores devidos a título de custas (R$ 99,32), multa (valor total de R$ 1.299.613,46) e reparação de danos (R$ 29.896.000,00)’. Em 31 de agosto, a Justiça determinou a intimação de Lula para o pagamento ou para oferecer uma proposta de parcelamento dos valores. Na ocasião, a Justiça fez três advertências ao ex-presidente. “(1) O inadimplemento resultará, após o trânsito em julgado, na expedição de certidão à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição dos débitos referentes às custas processuais e multa em dívida ativa da União, nos termos do artigo 51 do Código Penal (com redação dada pelo artigo 16 da Lei nº 9.289/96), bem como no encaminhamento do valor devido a título de reparação do dano para execução cível; (2) a progressão de regime, nos termos do artigo 33, §4.º, do CP, está condicionada à reparação dos danos causados; (3) nos termos do entendimento atual do Supremo Tribunal Federal (EP 12-AgR), o inadimplemento injustificado da pena de multa igualmente impede a progressão de regime prisional”, informou a Justiça. No recurso, a defesa argumentou que ‘sistema criminal brasileiro não permite a execução provisória da multa, das custas processuais e do ressarcimento do dano antes do trânsito em julgado da condenação’. Na decisão, o magistrado afirmou que ‘sendo possível a execução provisória das penas acessórias, logicamente, não se faz necessário aguardar o trânsito em julgado da condenação para que o executado inicie o “pagamento antecipado” dos valores devidos’. “Não por outra razão, tem-se intimado os executados para o pagamento das penas pecuniárias e custas, asseverando, entretanto, em face ao caráter provisório da execução, que os respectivos valores permanecerão em depósito em conta vinculada à ação penal para destinação apenas após o trânsito em julgado”, anotou o juiz. “O depósito dos valores em conta vinculada assegura os interesses contrapostos do Estado e do executado, bem como o disposto no artigo 51 do Código Penal. E, nessa perspectiva de acautelamento dos interesses, a medida autoriza o parcelamento do valor pelo período da pena privativa de liberdade, condição esta que não se mostra viável após o trânsito em julgado.”
Estadão
Banco Central tem que ter mandato duplo, diz Ciro Gomes
Foto: Nilton Fukuda / Estadão
Ciro Gomes
O candidato do PDT à Presidência nas eleições 2018, Ciro Gomes, voltou a defender a instituição de mandato duplo de inflação e taxa de desemprego para o Banco Central no País. Na avaliação dele, a adoção do duplo mandato seria uma forma de o Brasil se alinhar às “melhores práticas mundiais”, a exemplo do modelo adotado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e pelo Banco Central Europeu (BCE). “Esta questão da meta de inflação da forma como é feita no Brasil é simplesmente jogada, canalhice deste baronato”, afirmou em entrevista ao Jornal da Globo. Ele defendeu ainda que os países que adotam o mandato único de inflação têm alta estabilidade, o que não ocorre no Brasil por a economia ser “altamente” indexada. Ao exaltar números de inflação durante a gestão dele no Ministério da Fazenda, Ciro reafirmou o compromisso de manter os preços sob controle em um eventual governo. “A inflação aceitável por mim é zero. Os preços centrais da economia vão ajudar quem trabalha e produz”, afirmou. Ainda sobre economia, Ciro se declarou como nacionalista “fervoroso” e que, por isso, é contrário ao acordo da Boeing com a Embraer. “Não tenho nada contra ela (Embraer) ser privada. Mas vou usar as minhas prerrogativas como presidente para proteger as empresas brasileiras. Os americanos acabaram de proibir a China de comprar a Qualcomm. Nós não podemos entregar o que sobrou, que é o petróleo e a Embraer, na mão do capital externo. Minério de ferro não vai pagar a nossa conta sozinho”, afirmou. Ciro, no entanto, disse não enxergar incoerência no discurso dele, que é de proteção às regras e aos contratos. “Esta revisão das reformas feitas pelo Temer não são quebra de contrato. O que aconteceu com a reforma trabalhista foi uma fraude no Senado. O Senado votou e o veto do presidente não ocorreu”, afirmou. O pedetista defendeu mais uma vez o modelo de capitalização como solução para o gargalo da Previdência no País. Ele voltou a repetir que o custo total para a migração de formato seria de R$ 500 bilhões.
EstadãoE A NOTÍCIA
Paulo Câmara mantém a liderança na disputa pelo governo de Pernambuco
Foto: Divulgação
O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), é candidato à reeleição
O governador de Pernambuco e candidato à reeleição nas eleições 2018, Paulo Câmara (PSB), continua na liderança da disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, de acordo com pesquisa Ibope/Jornal do Commercio/TV Globo divulgada na noite desta segunda-feira, 17. De acordo com o levantamento, o pessebista mantém os 33% das intenções de voto dos eleitores pernambucanos, seguido pelo senador Armando Monteiro (PTB), que oscilou dentro da margem de erro em relação à pesquisa divulgada no dia 5, e marcou 25%. Foram entrevistadas 1.204 pessoas em todas as regiões do estado, entre os dias 14 e 16 de setembro. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A sondagem trouxe pela primeira vez a simulação de segundo turno entre Câmara e Monteiro. Os candidatos estão tecnicamente empatados, tendo o governador 41% contra 37% dos votos do petebista. Nesse cenário, 17% votariam branco ou nulo e 6% disseram não saber quem escolher. “Os dados revelam que Paulo pode ter atingido o teto eleitoral, permanecendo como o mais rejeitado, enquanto Armando segue crescendo na preferência do eleitorado”, afirmou a equipe de campanha do petebista, por meio de nota. A assessoria de Câmara disse que não comenta pesquisas. Julio Lóssio (Rede) oscilou para baixo, mas continua em terceiro lugar com 2%, empatado com Maurício Rands (PROS) que segue estagnado, com 2%. Ana Patrícia Alves (PCO), Simone Fontana (PSTU) e Danielle Portela (PSOL) seguem com 1% da preferência dos pernambucanos. Segundo a pesquisa, o índice de eleitores que votariam branco ou nulo permaneceu em 24%, mas a taxa de indecisos ou que não responderam oscilou de 11% para 10%. O cenário se repete na pesquisa espontânea, com Câmara em primeiro (18%), Monteiro em segundo (12%) e Lóssio na terceira colocação (1%). Os outros candidatos não pontuaram. Brancos e nulos atingem 25%, e os que não sabem ou não responderam chegam a 40%. O governador Paulo Câmara permanece o candidato com maior índice de rejeição entre os postulantes ao Palácio do Campo das Princesas. De acordo com o Ibope, o pessebista tem 30% de rejeição, enquanto no começo do mês, tinha 33%. Monteiro permanece com 24%. Os demais concorrentes tiveram a taxa de rejeição reduzida em relação à primeira pesquisa. O índice de eleitores que não votariam em Danielle Portela oscilou de 24% para 21%. A rejeição de Ana Patrícia Alves caiu de 25% para 20%. Julio Lóssio, que era rejeitado por 23%, foi para 21%. A rejeição de Maurício Rands saiu de 20% para 18%. Simone Fontana mantém 22% de rejeição. Os dois candidatos ao Senado nas eleições 2018 pela chapa do governador Paulo Câmara lideram a pesquisa de intenção de votos. Jarbas Vasconcelos (MDB) e Humberto Costa (PT) oscilaram positivamente um ponto porcentual, chegando a 34% e 31% respectivamente. O deputado federal e ex-ministro da Educação do governo Temer, Mendonça Filho (DEM), oscilou dentro da margem de erro, de 23% para 22%. O deputado Silvio Costa (Avante) voltou a 10%, índice registrado em agosto. O deputado federal e ex-ministro das Cidades Bruno Araújo (PSDB) estagnou em 8%. Pastor Jairinho (Rede) oscilou de 5% para 4%, e sua aliada Adriana Rocha (Rede) estacionou em 2%. Eugênia Lima (PSOL), Hélio Cabral (PSTU), Albanise Pires (PSOL) e Lídia Brunes (PROS) permanecem com 1%. Alex Rola (PCO) não pontuou. A taxa de votos brancos e nulos para a primeira vaga ao Senado se manteve em 22%. Para a segunda vaga, o índice de eleitores que votarão branco ou anularão o voto oscilou dentro da margem de erro, de 35% para 34% – 28% não sabem ou não responderam. Esta é a terceira rodada da pesquisa Ibope/Jornal do Commercio/TV Globo, registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) com o protocolo 02931/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 01251/2018.
Estadão Conteúdo
Ministro do TSE suspende propaganda do PT com mensagem de Lula
Foto: Sérgio de Castro/Estadão
O ex-presidente Lula
O ministro Sérgio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu suspender a veiculação de uma propaganda da campanha presidencial do PT exibida na última quinta-feira (13) na TV com mensagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado na Operação Lava Jato. Banhos atendeu a um pedido formulado pela defesa do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, e da coligação “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, formada por PSL e PRTB. Para Bolsonaro e sua coligação, a peça publicitária enaltece a figura de Lula, deixando à margem a figura do ex-ministro Fernando Haddad (PT), que assumiu a cabeça da chapa. Na peça em questão, populares aparecem lendo trechos de uma carta de Lula endereçada ao povo brasileiro. “Em desrespeito à legislação eleitoral, quase 50% do tempo da propaganda eleitoral restou dedicado à leitura, por terceiros, dos termos da referida carta de apoio, intitulada ‘Carta de Lula ao Povo Brasileiro’”, observou Banhos em sua decisão, assinada nesta segunda-feira (17). “Ou seja, a coligação representada excedeu o limite de até 25% (vinte e cinco por cento) do tempo de cada programa ou inserção, reservado para os apoiadores, conforme precisos termos do art. 54 da Lei nº 9.504/1997”, concluiu o ministro. Em outra decisão, Banhos negou um pedido do partido Novo contra uma outra propaganda do PT veiculada em inserção. O Novo acusou a coligação “O povo feliz de novo” (PT/PCdoB/Pros) de fazer apologia à figura de Lula, lançando uma marca de campanha em que Lula seria apresentado como integrante da chapa. Para o partido Novo, as fotografias divulgadas pela campanha petista desinformam o eleitor ao exibir imagens de Lula, Haddad e Manuela D’Ávila, candidata a vice. Na avaliação de Banhos, a dimensão do nome de Lula na marca de campanha é um ponto que merece reflexão. “De fato, enquanto os nomes de Haddad e Lula ostentam o mesmo tamanho, o da vice é 30% menor (…). Não há, todavia, legislação que disponha sobre a participação gráfica, pictória e figurativa do apoiador”, avaliou Banhos, em decisão assinada no último sábado (15). “Em sendo assim, face à novidade da matéria, entendo ser mais prudente, em homenagem à liberdade de expressão, ao contraditório e à ampla defesa, por estar em sede de juízo provisório de delibação, indeferir a medida liminar, para melhor análise da questão após a apresentação da peça de defesa e do parecer ministerial”, concluiu o ministro, ao solicitar que o Ministério Público se manifeste sobre o caso.
Estadão Conteúdo
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