Confira a agenda dos candidatos ao governo no dia de hoje
José Ronaldo (DEM)
Manhâ: Entrevista em rádio
Noite: Participa de debate na TVE
Rui Costa (PT)
Noite: Debate na TVE
João Henrique (PRTB)
Manhã: Reunião com lideranças políticas e comerciantes
Tarde: Reunião com equipe de campanha
Noite: Debate em TV
Obs. Os demais candidatos não enviaram suas respectivas agendas
A refundação da imprensa, por Jânio de Freitas*
Foto: Reprodução/Arquivo
Jornalista Jânio de Freitas
Quem gosta de se informar por jornais, noticiário de TV ou internet, tanto faz, procure se fartar nos próximos meses. Caso eleitos, Jair Bolsonaro e o general Hamilton Mourão até inflariam esses noticiários, dando-lhes mesmo bons toques de humor, se a atual liberdade de imprensa não fosse um dos primeiros conceitos a serem mudados para a “refundação do Brasil” que pretendem.
A necessidade de reforma da Constituição para restringir a liberdade de imprensa deu o impulso à ideia de uma nova Constituição “sem constituintes eleitos” para fazê-la. A Constituição por encomenda a autores escolhidos segue a convicção, aliás correta, de que indicados em eleição popular não aprovariam a visão de Bolsonaro e do general. Nada de ilusões, visão comum entre seus colegas.
Apesar de faltarem referências do candidato e seu vice, no histórico das suas afirmações públicas, ao tema legal da liberdade de imprensa, ele traz a reboque o das propriedades cumulativas, sejam em quantidade ou em gêneros (jornal, TV, rádio, revistas, internet, todos ou alguns desses). Daí segue-se, incontornável, a abordagem “refundadora” das concessões e sua renovação.
Curioso é que as empresas de comunicação, sempre fixadas em Lula e no PT, até agora não deram sinal de atenção, nem se diga de preocupação, para com a possível tradução legal e administrativa da hostilidade notória de Bolsonaro a esse setor de poder.
As empresas veem ameaça na projeção petista de conselhos reguladores, a exemplo dos existentes em diversos países da Europa. É um tema, no Brasil, de gerações de jornalistas e de políticos, com uma tentativa de criação pela Constituinte em 1988 e diversos projetos no Congresso.
Um deles resultou da longa experiência de Pompeu de Souza, jornalista que liderou a redação na fase brilhante do Diária Carioca (e conturbada do país), e que depois se tornou professor de jornalismo na Universidade de Brasília e senador pelo Distrito Federal.
O currículo e o trabalho não bastaram para empurrar o projeto, bloqueado pelo lobby empresarial.
Encomendar a Constituição não soluciona a previsível rejeição do seu teor no Congresso. O general Mourão mencionou a saída: um plebiscito.
Encomendar a Constituição não soluciona a previsível rejeição do seu teor no Congresso. O general Mourão mencionou a saída: um plebiscito.
Mas, despertos, jornais e TV se aplicariam contra a aprovação. Como se trata de “refundar o Brasil”, e Bolsonaro mostra por palavras e mímica o calibre da sua racionalidade, esses dois homens das casernas vão preferir, a ver-se derrotados, a conflagração do país.
A ela o general Mourão deu o modesto nome de “autogolpe”. Já é uma orientação vocabular para a liberdade de imprensa sem liberdade, prevista na Constituinte sem constituintes.
* Janio de Freitas é jornalista e membro do Conselho Editorial da Folha de S. Paulo.
Jânio de Fre
Neto se esforça em trabalho por Alckmin, por Raul Monteiro*
Foto: Divulgação/Arquivo
ACM Neto recebe Alckmin em Salvador nesta sexta-feira para uma atividade de campanha
ACM Neto tem trabalhado com um touro pela campanha de Geraldo Alckmin à sucessão presidencial. Em parte por convicção de que ele é o melhor nome para assumir a Presidência da República, mas também por absoluta certeza de que seria a melhor alternativa com quem se relacionar a partir da Prefeitura de Salvador, na qual terá ainda dois anos de um até agora bem sucedido segundo mandato a cumprir quando o novo presidente tomar posse. O comício de Alckmin programado para esta sexta-feira, no Centro Histórico, faz parte do grande esforço do prefeito de Salvador para ajudar o candidato, que está estagnado nas pesquisas.
Quando o segundo Ibope presidencial saiu e mostrou que a perspectiva de Alckmin decolar estava se revelando cada vez mais difícil, abalando a confiança do pragmático e interesseiro Centrão nas chances eleitorais do tucano, ACM Neto deslocou-se para São Paulo a fim de reforçar o trabalho de convencimento do candidato sobre os líderes do grupo de que nem tudo estava perdido. Pelo visto, os dois ganharam algum tempo, pelo menos até a divulgação da próxima sondagem, período em que Alckmin vai reposicionar sua estratégia, o que inclui alvejar pessoalmente tanto Jair Bolsonaro (PSL) quanto a Fernando Haddad (PT) no horário eleitoral.
Assim como o presidenciável, Neto considera uma temeridade para o país o confronto entre dois projetos que expressam em essência, embora em pólos opostos, um nível de radicalismo em tudo prejudicial à política e à Nação, mas não só isso: visões de política econômica que dificilmente poderão ajudar a reerguer economicamente o país, embora não pareça ao PT e ao nanico PSL e seus respectivos apoiadores, pela maneira com que ambos se portaram até aqui, missão premente de quem assumir o comando do Palácio do Planalto a partir de 2019. As declarações que o prefeito deu ontem durante uma entrega da Prefeitura não escondem sua preocupação.
“Não podemos decidir o futuro do país entre uma facada e uma prisão, precisamos pensar com muita racionalidade. A decisão tomada no dia 7 (de outubro, data da eleição) vai impactar os próximos quatro anos do país. Eu tenho muito receio de ver um segundo turno marcado pelo extremismo. De um lado, a extrema direita, do outro a extrema esquerda. A gente já viu no Brasil em um tempo recente, quando se pretendeu eleger um poste à Presidência, no que deu. Não dá, nesse momento, para a gente aceitar um poste que foi testado e reprovado. Seria a volta à escuridão com o PT”, disse Neto, referindo-se, nada elogiosamente, a Haddad.
Mas sobre Bolsonaro, sua avaliação, do ponto de vista qualitativo, também não é distinta. “(Não dá para aceitar) Muito menos um cara que com 30 anos de parlamentar nada construiu de sólido que a gente possa apontar e que, na minha opinião, não tem experiência, não tem equipe, não tem como governar”, declarou. Em suma, Neto não tem dúvida de que o dilema que uma disputa entre os dois representa é praticamente insolúvel, ameaçando jogar o país ainda mais fundo no precipício em que ele foi deixado pelos governos do PT e de Michel Temer (MDB). Seu objetivo é trabalhar pela saída que considera mais razoável enquanto tiver força.
* Artigo do editor Raul Monteiro publicado hoje na Tribuna.
Raul Monteiro*
1/3 dos candidatos nas eleições 2018 não tem receita nem despesa
Foto: Dida Sampaio / Estadão
Das campanhas sem movimentação financeira, 2.694 são mulheres; analistas veem indício de candidaturas laranjas para cumprir cotas
Cerca de 35% dos 24.798 candidatos aptos a participar das eleições 2018 não declararam qualquer movimentação financeira (receita e despesa) à Justiça Eleitoral no primeiro mês de campanha. Levantamento feito pelo Estadão/Broadcast aponta que 8.593 candidatos não apresentaram contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – dos quais 2.694 são mulheres. O número chega a 9.017 se for considerado o total de candidatos que não tiveram receita, independentemente de haver despesa ou não. Na avaliação de analistas, um dos fatores que explicam o grande número de campanhas sem fluxo de dinheiro é a redução dos gastos eleitorais. Com a proibição das doações empresariais determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os candidatos têm recebido recursos de pessoas físicas e também podem ter as campanhas financiadas com o Fundo Eleitoral – R$ 1,7 bilhão para todos os 35 partidos – e com parte do Partidário – aproximadamente R$ 880 milhões. O advogado e ex-ministro do TSE Henrique Neves pondera, no entanto, que é preciso avaliar que, quando a falta de dinheiro na campanha está aliada a outros indícios, como ausência de pedido de apoio a eleitores e de votos nas urnas, pode motivar suspeitas sobre uma “candidatura laranja” – ou seja, candidatos lançados para cumprir cotas partidárias, como a de mulheres. Em março, o Supremo decidiu que ao menos 30% da verba do Fundo Eleitoral tem de ser destinada para candidaturas femininas. Para o ex-ministro do TSE, a ausência de fluxo de dinheiro também aponta uma dificuldade dos candidatos em conseguir doadores, mas destaca que a campanha “precisa ser feita de alguma forma”. Ele destaca que, se não há dinheiro para fazer um adesivo ou um cartaz, por exemplo, o candidato pode participar de reuniões ou mesmo “pedir votos para o vizinho”, afirmou.
Estadão
Gastos com voos fretados nas eleições 2018 passam de R$ 11 milhões
Foto: Werther Santana / Estadão
Geraldo Alckmin
Candidatos gastaram, no primeiro mês de campanha nas eleições 2018, R$ 11,7 milhões com jatinhos e helicópteros, incluídos despesas com combustível de aviação e tripulantes. O valor é quase 15 vezes superior ao gasto com passagens aéreas, que custaram um total de R$ 789 mil até agora. O levantamento foi feito pelo Estado com base em valores oficiais informados pela campanhas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A reportagem considerou dados de candidatos a presidente, senador, governador e deputado federal, estadual e distrital. Nem todo o montante foi quitado pelas campanhas. Entre os presidenciáveis, o tucano Geraldo Alckmin foi o que mais contratou empresas de táxi aéreo para seus deslocamentos pelo País. Atualmente, ele já informou à Justiça Eleitoral despesas que somam R$ 2,083 milhões com jatinhos fretados junto às empresas Icon Táxi Aéreo e Líder Táxi Aéreo. Alckmin é um dos que pregam o corte de despesas e campanhas mais baratas. Antes de ser formalizado como candidato do PSDB, na fase de pré-campanha, ele chegou a postar fotos na fila para embarque de voos comerciais. Ao Estado, a campanha informou que as despesas se referem a Alckmin e sua vice, a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), e disse que ambos usam voos comerciais quando a logística permite. “O fretamento de voos é necessário porque muitas vezes há incompatibilidade entre a agenda dos candidatos e a disponibilidade de voo para a localidade”, afirmou a assessoria do tucano. Com discurso contrário a mordomias e privilégios, o senador paranaense Alvaro Dias, candidato do Podemos ao Palácio do Planalto, gastou R$ 1 milhão na contratação de jatinhos da Sete Táxi Aéreo. “Gastamos mais para alcançar localidades diversas com mais eficiência, e economizamos em outras áreas da campanha. Não é correto avaliar se há austeridade em matéria de gastos focando apenas um item das despesas”, disse Dias, por meio da assessoria.
Estadão
Em jantar na casa de Nizan, elite paulista discute voto útil em Bolsonaro
Foto: Reprodução/Arquivo
Nizan Guanaes é dos baianos que circulam na elite paulistana
Na noite de ontem, o publicitário Nizan Guanaes recebeu parte da elite paulista em um jantar. O voto útil antecipado em Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL, foi assunto corrente. Resta saber se os entusiastas mudaram de ideia com o recente entrevero entre o presidenciável e seu guru na economia, Paulo Guedes. Entre os endinheirados de SP que estavam no evento, o apoio a Geraldo Alckmin (PSDB) derreteu. (Folha de S. Paulo)
Haddad e Bolsonaro fazem aceno a mercado
Foto: Divulgação
Bolsonaro e Haddad
A 17 dias do primeiro turno, as duas forças políticas que lideram as pesquisas de intenção de voto das eleições 2018 tentam clarear pontos de suas propostas para o mercado financeiro. Tanto Paulo Guedes, indicado por Jair Bolsonaro (PSL) como formulador de seu plano econômico, quanto Fernando Haddad (PT) buscam sinalizar ao mercado que seus programas não ignoram a situação econômica e as dificuldades que o jogo político vai impor ao governo. Em conversas fechadas que vem mantendo com investidores e gestores de fundos nas últimas semanas, Guedes tem reafirmado o caráter liberal de seu projeto, mas buscado dar uma visão mais pragmática sobre o que pode ser feito, segundo três fontes que participaram dos encontros com o economista de Bolsonaro e falaram ao Estado sob condição de anonimato. Num desses eventos, Guedes transmitiu a mensagem de que não é possível deixar de lado a composição com partidos tradicionais e que um governo Bolsonaro precisará fazer acordos, por exemplo, com siglas do Centrão. Ele mencionou, de acordo com o relato de uma fonte presente, que há um caminho para interlocução com o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), com quem já teve conversas no passado. Guedes e Maia não deram entrevista. Apesar de reforçar o plano de vender ativos para recomprar parte da dívida, Guedes deu indicações de que conter o déficit fiscal pode não ocorrer tão rapidamente como tem dado a entender em entrevistas. Segundo um gestor que esteve em encontro recente com ele, o economista foi franco ao dizer que, no curto prazo, será preciso contar com receitas extraordinárias para tapar o rombo fiscal. Guedes afirmou que está tendo conversas com representantes do governo para entender de onde podem vir essas “receitas não recorrentes”. Um dos encontros ocorreu com o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira. O economista da campanha de Bolsonaro indicou aos investidores que pretende, por exemplo, aumentar os repasses do banco estatal ao Tesouro Nacional. Também afirmou que vê com bons olhos reduzir repasses ao Sistema S.
Estadão
Após desgaste, Bolsonaro enquadra Mourão e Guedes
Foto: Fábio Motta / Estadão
Jair Bolsonaro
O candidato do PSL ao Planalto nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, determinou que o vice na chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), e o conselheiro na área econômica, Paulo Guedes, reduzam suas atividades eleitorais. A campanha quer estancar o desgaste provocado por declarações polêmicas dos dois aliados. Nesta quarta-feira, 19, o perfil de Bolsonaro no Twitter teve de reiterar o compromisso com a redução da carga tributária após notícia de que Guedes estuda como proposta para eventual governo a criação de um imposto nos moldes da antiga CPMF, o que põe em xeque o discurso da campanha. Declarações e a movimentação eleitoral do candidato a vice também constrangeram Bolsonaro e a cúpula da campanha nos últimos dias. Do quarto do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera do atentado a faca que sofreu, Bolsonaro acompanhou pelo noticiário Mourão defender uma Constituição elaborada por não eleitos e a ideia de que filhos criados por mães e avós, sem a presença do pai, correm mais risco de entrar para o tráfico. Ao visitar Bolsonaro no hospital, nesta terça-feira, 18, o general da reserva ouviu uma determinação. O presidenciável pediu que o vice suspendesse a agenda de viagens. O candidato ao Planalto avaliou que a campanha entrou num momento decisivo e que não podia correr mais riscos, segundo relataram à reportagem integrantes da equipe. O general da reserva encurtou uma viagem ao interior de São Paulo, que iria até esta sexta-feira, 21, e cancelou um evento, no domingo, 23, em Porto Alegre. Ele ficará em sua casa no Rio para uma “reavaliação de discurso”, informou um assessor. Mourão pretende, ainda segundo a assessoria, descansar depois de 15 dias de viagens e eventos. Somente no fim da manhã desta quarta-feira o vice deu uma palestra na Faculdade de Direito de Bauru (SP), concedeu entrevista em uma estação local de TV e almoçou com um grupo de cerca de 40 empresários da região, líderes políticos e assessores. Na campanha do PSL, a crítica recorrente é que, após a internação de Bolsonaro, Mourão foi para a “linha de frente” sem experiência política. O general da reserva, segundo um interlocutor da equipe, assumiu uma agenda de cabeça de chapa sendo candidato a vice. A avaliação interna é de que Mourão pôs em risco o favoritismo de Bolsonaro. Já a movimentação de Guedes obrigou a uma reação de Bolsonaro. “Nossa equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente”, escreveu ele no Twitter. As declarações de Bolsonaro foram feitas depois de o jornal Folha de S.Paulo afirmar que o economista citou a uma plateia restrita pontos do que seria sua política tributária, com a criação de um imposto nos moldes da CPMF e a unificação da alíquota do Imposto de Renda.
Estadão
Após pesquisa, PSDB apela por união do ‘centro’ nas eleições 2018
Foto: Dida Sampaio / Estadão
Geraldo Alckmin
A situação incômoda do presidenciável tucano Geraldo Alckmin nas mais recentes pesquisas de intenção de voto levou o PSDB a fazer um apelo ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para que ele articule a retomada do movimento Polo Democrático, que tenta atrair os candidatos do centro ao palanque tucano para evitar a polarização entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). A iniciativa, porém, esbarra no ceticismo de aliados e na resistência dos candidatos em abrir mão da disputa. “Precisamos gerar fatos. Essa conversa entre Geraldo, Marina (Silva), (Henrique) Meirelles, Alvaro Dias e (João) Amoêdo deve acontecer em nome do interesse nacional. Essa aproximação precisa ser feita por uma pessoa que tenha trânsito e diálogo, e eu só vejo o Fernando Henrique”, disse ao Estado o deputado Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB. Segundo a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada terça-feira, 18, o candidato do PT à Presidência da República subiu 11 pontos porcentuais em uma semana e se isolou na segunda colocação, com 19%, atrás de Bolsonaro, que oscilou dois pontos porcentuais para cima e chegou a 28%. A seguir aparece Ciro Gomes (PDT), que se manteve com os 11% da semana anterior. Alckmin oscilou dois pontos para baixo, de 9% para 7%, e Marina Silva (Rede) caiu três pontos, de 9% para 6%. Pestana pediu ao ex-presidente que faça a mediação com Marina, Amoêdo (Novo), Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos). Procurada, a assessoria de FHC disse que o ex-presidente está empenhado em fortalecer o “centro”, fala o tempo todo com políticos do Polo Democrático, mas não está na posição de mediador designado pelas partes. Marina rejeitou ontem a possibilidade de abrir mão de sua candidatura em nome de uma chapa unificada de centro como alternativa à polarização que vem se desenhando nas pesquisas eleitorais. “Uma eleição em dois turnos é para que a gente não se curve ao pensamento autoritário de decidir no primeiro”, disse ela, em sabatina no Fórum Páginas Amarelas, da revista Veja. Haddad afirmou que o resultado da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo “praticamente” o coloca no segundo turno. O resultado foi bem recebido na campanha do PT que, a partir de agora, já começa a montar a estratégia para a reta final do primeiro turno e também para a fase decisiva. Já Ciro Gomes, que se manteve estável na pesquisa, minimizou seu desempenho. “Nós não podemos ceder o nosso voto aos institutos de pesquisa, porque eles erram. É só ver o que as pesquisas diziam em setembro de 2014 nesta data, quando falavam que a Dilma (Rousseff) e a Marina iriam disputar o segundo turno”, afirmou.
Estadão
Aécio devolve casa de 2 mil m² e vai para imóvel funcional
Foto: Dida Sampaio / Estadão
Aécio Neves
Disposto a mudar de Casa no Congresso, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que tenta uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições 2018, também pretende trocar seu endereço residencial em Brasília. Ele se mudará com a família, no próximo mês, de uma casa de cerca de 2.500 metros quadrados no Lago Sul, bairro de classe média alta da capital federal, para um apartamento funcional. Segundo a assessoria de imprensa do senador informou ao Estadão/Broadcast, Aécio decidiu se mudar porque o contrato de aluguel com a empresa dona da casa, a SN Investimentos e Participações Imobiliários, está perto do fim. A assessoria do tucano não informou o valor do aluguel, mas um casa na mesma região custa, por mês, entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês. De acordo com reportagem do site Metrópoles, de Brasília, Aécio paga R$ 25 mil de aluguel. O salário bruto do senador é de R$ 33,7 mil mensais, e, com os descontos tributários, ele recebe R$ 22 mil. Conforme dados públicos do Senado, Aécio nunca usou verbas do auxílio-moradia a que tem direito, de R$ 5,5 mil, para custear o aluguel do imóvel. A casa atual, que fica próxima ao Lago Paranoá, tem um grande jardim e piscina. Logo na entrada, há uma escultura do artista gaúcho Clésius Coser. Já os apartamentos funcionais do Senado têm entre 250 e 300 metros quadrados e os prédios não possuem área de lazer. Aécio se mudou para a casa no Lago Sul em 2015, quando levou sua mulher e os dois filhos para morar em Brasília. Antes, eles moravam no Rio, e o senador ocupava um dos apartamentos do Senado. Ao se mudar para o apartamento do Senado, Aécio pode evitar ter de entrar em uma longa fila de espera. Isso porque existem hoje 86 deputados que aguardam por uma vaga. A Câmara dos Deputados e o Senado, no entanto, mantêm um intercâmbio entre si que permite aos parlamentares permanecerem nos imóveis funcionais em que residem mesmo se trocarem de Casa Legislativa.
Estadão
Câmara registrou por engano suposta entrada de Adélio no dia de atentado contra Bolsonaro
Foto: Fábio Motta / Estadão
Constatação foi fruto de um erro de um recepcionista terceirizado responsável pelo controle de entrada no Congresso
A Polícia Legislativa da Câmara concluiu nesta quarta-feira, 19, que os registros de que Adélio Bispo de Oliveira, o autor da facada no deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), esteve na Casa no mesmo dia do atentado, foram fruto de um erro de um recepcionista terceirizado responsável pelo controle de entrada no Congresso. Uma investigação interna chegou a ser aberta na terça-feira, 18, mas, de acordo com o diretor do órgão, Paul Pierre Deeter, o caso foi elucidado ao se constatar que o funcionário acessou o sistema para checar se havia alguma informação de que o autor da facada já teria estado no Congresso anteriormente. “Como o caso teve grande repercussão na mídia, o funcionário quis fazer essa busca, mas acabou registrando o nome de Adélio no sistema 4 horas depois do fato”, afirmou Deeter ao Estadão/Broadcast. Para o diretor, não houve má-fé neste caso porque há o registro de que o recepcionista acionou seus superiores imediatamente para relatar o ocorrido. Como o sistema usado é antigo, o dado não pode ser apagado e acabou permanecendo. A investigação, que não chegou a gerar um inquérito, será arquivada. De acordo com Deeter, já há autorização da Casa para a compra de um novo sistema de registro de entrada e saída. O diretor disse acreditar que até o final deste ano, será possível ter o novo equipamento em uso. Mais cedo, o Estadão/Broadcast havia confirmado a informação de que Adélio poderia ter entrado na Câmara em 6 de setembro, dia em que ele atacou Bolsonaro. O ofício informando que uma investigação tinha sido aberta foi enviada ao terceiro-secretário da Casa, deputado JHC (PSB-AL). O documento não dizia porém, quais seriam os horários em que o agressor teria estado no Congresso. Adélio foi preso logo após a facada, que aconteceu no início da tarde. Logo após o incidente com Bolsonaro, JHC fez um primeiro pedido de informações para saber se Adélio havia estado no Congresso. A Casa identificou que ele esteve na Câmara em 6 de agosto de 2013 mas também não informou para onde ele teria ido ou com qual parlamentar poderia ter se encontrado. Por isso, JHC fez um segundo pedido de informação para que novas buscas fossem feitas no sistema da Casa e os registros incorretos foram encontrados.
Estadão
Haddad minimiza papel de Lula na transferência de votos e insiste que não dará indulto
Foto: AP Photo/Andre Penner
Fernando Haddad
O candidato do PT à Presidência nas eleições 2018, Fernando Haddad, minimizou o papel do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na transferência de votos para sua candidatura e afirmou que não dará indulto ao petista, preso e condenado na Lava Jato, é sua palavra final. Em entrevista ao Jornal da Globo, da TV Globo, exibida na madrugada desta quinta-feira, 20, Haddad declarou que Lula não se iguala a um “cacique regional” nas decisões do partido, mas admitiu que o ex-presidente é quem mais “encarna” o projeto do PT no País. Para Haddad, o crescimento nas pesquisas eleitores não se deve apenas à indicação do ex-presidente Lula. “É isso também, mas, se fosse só isso, haveria transferência para todo lugar onde ele apoia, não funciona tão automaticamente”, comentou o presidenciável. Haddad declarou que Lula não pode ser igualado ao velho modelo das políticas regionais em que um “cacique” manda e desmanda no partido. “Não é verdade porque os caciques regionais não consultam ninguém, eles tomam decisão num jantar do PSDB”, disse o presidenciável. Haddad insistiu que, se eleito, não dará indulto a Lula e, questionado, respondeu que essa é sua palavra final. O petista relatou que recebeu uma carta do ex-presidente em que ele se diz “indignado” com o assunto ter voltado à tona. Ao falar sobre corrupção, Haddad não quis responder se julgava justas as condenações contra José Dirceu, André Vargas e Antonio Palocci. Citando o caso do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o candidato disse apenas que a pena imposta ao petista foi “desequilibrada” e que membros de outros partidos, como José Serra (PSDB), tiveram investigações arquivadas. “Parece haver, em alguns casos específicos, dois pesos e duas medidas”, afirmou Haddad. O presidenciável do PT atacou o governo Michel Temer dizendo que a administração do emedebista “afrouxou” os mecanismos de controle e combate à corrupção. Ele prometeu, se eleito, fortalecer as instituições responsáveis por investigações no Brasil.
Estadã
Bolsonaro vai a 28% e Haddad, a 16%, aponta novo Datafolha; Ciro lidera no 2o. turno
Pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta quinta-feira, 20, mostra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, com 28% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad (PT), com 16%, e Ciro Gomes (PDT), com 13%. Em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 14, Bolsonaro oscilou dois pontos para cima, e Haddad subiu três. Ciro manteve a taxa. Os candidatos do PT e do PDT permanecem em empate técnico, já que a margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais. O tucano Geraldo Alckmin aparece com 9%, mesmo índice da semana anterior. Marina Silva (Rede) oscilou de 8% para 7%. Nas simulações de segundo turno, Ciro é o único que fica à frente de Bolsonaro, com o placar de 45% a 39%. Em um confronto entre os candidatos do PT e do PSL, haveria empate, com 41% para cada um. Foram ouvidas 8.601 pessoas de 323 municípios na terça e na quarta-feira. Os contratantes foram a Folha de S.Paulo e a TV Globo. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-06919/2018.
Ministério Público Eleitoral recorre ao TSE para barrar candidatura de Garotinho
Foto: Estadão
O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PRP)
O vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para barrar a candidatura de Anthony Garotinho (PRP) ao governo do Rio de Janeiro. De acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, Anthony Garotinho aparece em terceiro lugar com 12% das intenções de voto na disputa pelo governo fluminense, atrás de Eduardo Paes (DEM) e Romário Faria (Podemos). No último dia 16, o ministro Og Fernandes concedeu liminar suspendendo a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que indeferiu o registro de candidatura de Anthony Garotinho. A decisão, válida até que o mérito seja julgado, garante que o nome de Garotinho esteja nas urnas e que seus votos sejam considerados válidos. No último dia 6, o TRE-RJ indeferiu o registro, sob a alegação de que Garotinho é inelegível em função de uma condenação do Tribunal de Justiça. A suspeita recai sobre desvios de R$ 234,4 milhões na área da Saúde nos anos de 2005 e 2006, quando o atual candidato era secretário de Estado. Ele nega envolvimento no caso. O vice-procurador-geral eleitoral ainda pediu que seja determinada a suspensão os repasses de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) ou de quaisquer outros recursos de origem pública para financiamento de campanha de Garotinho e se suspendam as aparições do candidato na propaganda eleitoral no rádio e na TV, com determinação de retirada de seu nome da programação da urna eletrônica.
Estadão Conteúdo
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