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Após detenção na fronteira do Brasil com a Bolívia, defesa de Battisti aciona o STF

Há, no tribunal, um pedido para evitar a extradição do italiano, que está no país por decisão do ex-presidente Lula


O ex-ativista italiano Cesare Battisti deixa a prisão da Papuda, em Brasília, no dia 9 de junho de 2011 (Foto: Yan Santos/Arquivo/AP)
O escritório do criminalista Pierpaolo Bottini acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (4), para comunicar a detenção de Cesare Battisti pela Polícia Federal na fronteira do Brasil com a Bolívia. Segundo os advogados do italiano, trata-se de "um grave cerceamento de sua [de Battisti] liberdade e em frontal violação ao quanto já decidido por este C. STF", numa referência ao julgamento que deu ao chefe do Executivo a palavra final sobre a permanência de Battisti no Brasil, medida sacramentada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O caso está sob a relatoria do ministro Luiz Fux. Após a saída do PT do Planalto, a Itália renovou as esperanças de conseguir a extradição do italiano. Um habeas corpus preventivo foi protocolado pelos advogados de Battisti no STF no mês passado.
Em nota, a Polícia Federal deu informações sobre a detenção de Battisti, levado para a Delegacia de Polícia Federal em Corumbá, Mato Grosso do Sul, para prestar esclarecimentos relativos ao crime de evasão de divisas. "Policiais rodoviários federais abordaram um veículo particular onde se encontrava o estrangeiro. Durante a abordagem foi identificado que Cesare Batisti juntamente com 2 outros passageiros portavam uma quantia significativa em moeda estrangeira. Por se tratar de região de fronteira, os policiais rodoviários federais comunicaram à Polícia Federal, que realizou o acompanhamento do referido veículo até a divisa entre os dois países. O estrangeiro foi detido no momento em que tentava sair do Brasil em um táxi boliviano. O crime de evasão de divisas se configura quando uma pessoa envia valores para o exterior sem a devida declaração à autoridade competente".
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