Trump ameaça montadoras alemãs com imposto de importação de 35%
Ações da BMW, Daimler e Volkswagen caíam após declarações do presidente eleito dos Estados Unidos; essas empresas investiram pesado em fábricas no México

Donald Trump criticou as montadoras alemãs por não produzirem mais carros em solo norte-americano, segundo entrevista publicada neste segunda (Mike Segar/Reuters)
“Eu diria à BMW que, se estiverem construindo uma fábrica no México e planejam vender carros para os EUA, sem contar com um imposto de 35%, podem esquecer isso”, disse Trump, acrescentando que montadoras teriam que construir fábricas nos EUA para evitar essa taxa. Mercedes-Benz e BMW já possuem fábricas grandes nos EUA, onde montam veículos esportivos utilitários com altas margens.
As ações da BMW caíam 0,85%, ações da Daimler tinham queda de 1,54% e as da Volkswagen perdiam 1,07% no começo das negociações na Bolsa de Frankfurt.
Uma porta-voz do grupo BMW disse que a fábrica na região central do México, em San Luís Potosí, construirá o modelo 3 Series a partir de 2019, voltado ao mercado mundial. A unidade do México seria um acréscimo a outras fábricas do 3 Series – na Alemanha e na China.
Em junho do ano passado, a BMW prometeu investir 2,2 bilhões de dólares (7,7 bilhões de reais) no México até 2019 para montar uma capacidade de produção de 150.000 carros por ano.
A Daimler disse ter planos para começar a montar veículos Mercedes-Benz em 2018 a partir de uma unidade de 1 bilhão de dólares (3,2 bilhões de reais) compartilhada com a Renault-Nissan , na cidade mexicana de Aguascalientes. A empresa não estava imediatamente disponível para comentários.
No ano passado, a Audi, divisão da Volkswagen, inaugurou uma fábrica de 1,3 bilhão de dólares (4,18 bilhões de reais) com capacidade de 150.000 carros perto de Puebla. A companhia não pode ser imediatamente contactada.
Trump salientou que a Alemanha é uma grande produtora de veículos, notando que carros da Mercedes-Benz são frequentemente vistos em Nova York, mas alegou que não há reciprocidade suficiente. Alemães não estão comprando carros da Chevrolet no mesmo ritmo, disse ele, classificando a relação comercial como uma injusta rua de mão única.
(Com Reuters)


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