Duterte ameaça impor lei marcial nas Filipinas
A lei marcial lhe permitiria usar o exército para missões de ordem pública e autorizaria a detenção sem acusação por longos períodos

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte - 15/01/2017 (Lean Daval Jr/Reuters)
Duterte fez da guerra brutal às drogas o pilar central de sua administração desde que assumiu o cargo no meio do ano passado.
Desde julho, mais de 6 mil pessoas foram mortas na campanha antidrogas, tanto em operações policiais quanto em matanças sem explicações por “vigilantes” suspeitos. Mais de 1 milhão de vendedores e usuários de drogas foram presos ou se renderam às autoridades.
“Se eu quiser, e se deteriorar em algo realmente muito virulento, eu vou declarar lei marcial”, disse ele. “Ninguém pode me deter”, disse, referindo-se à Suprema Corte e ao Congresso.
“Meu país transcende todo o resto, mesmo as limitações.”
As Filipinas suportaram uma década de lei marcial desde o início dos anos 1970 e memórias de campanhas para restaurar a democracia e proteger os direitos humanos estão frescas na mente de muitas pessoas.
No mês passado, Duterte pareceu descartar quaisquer possibilidades de declarar lei marcial.
“Isso é sem noção. Tivemos a lei marcial antes, e o que aconteceu? Isso melhorou nossas vidas agora? Nem um pouco”, disse ele.
(Com Reuters)

Comentários
Postar um comentário