Irã adverte que indústria nuclear pode funcionar como antes
Teerã recusa renegociação do acordo nuclear assinado no ano passado, defendido por Donald Trump

Presidente do Irã, Hassan Rouhani, durante uma coletiva de imprensa após o acordo do programa nuclear iraniano (AFP/VEJA)
Em entrevista divulgada neste domingo pelas agências de notícias iranianas “Irna” e “Mehr”, Zarean afirmou que isto é possível “graças aos vínculos estabelecidos entre a indústria nuclear do país com as universidades”.
“Somos capazes de obter qualquer quantidade de enriquecimento (de urânio) que quisermos”, ressaltou.
Com este acordo, que entrou em vigor em 16 de janeiro de 2016, o Irã se comprometeu a aceitar limitações e uma maior supervisão internacional sobre seu programa nuclear civil. Isto inclui a redução das reservas de urânio enriquecido a menos de 300 quilos no Irã, e que o nível do enriquecimento seja menor do que 4%, muito abaixo dos 90% necessários para alimentar uma bomba nuclear.
Em troca, as potências ofereceram suspender suas sanções comerciais e diplomáticas que abalavam a economia iraniana.
As declarações de Zarean foram dadas depois que Rex Tillerson, futuro secretário de Estado do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, afirmar que é necessária uma revisão do acordo nuclear.
As autoridades iranianas insistiram que não vão permitir que o acordo seja revisado e ressaltaram que o pacto foi feito com vários países, e com isso os EUA não podem decidir sobre ele de forma unilateral.
Teerã acusou Washington em várias ocasiões de violar o acordo, especialmente com a extensão das sanções americanas ao Irã por mais dez anos.
Trump mostrou-se contrário ao pacto nuclear, mas seu indicado para liderar o Pentágono, James Mattis, defendeu recentemente que ele seja mantido.
(Com EFE)
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