Estadão
Rodrigo Maia
Crise no Chile faz equipe econômica brasileira recuar de sistema de capitalização da Previdência
BRASIL
A crise no Chile fez com que a equipe econômica do governo recuasse, por enquanto, da ideia de propor uma lei para o Brasil adotar o sistema de capitalização da Previdência. A discussão já encontrava resistência no Congresso. Com os distúrbios no Chile, país que inspira a ideia, a situação piorou.
E o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que está na Inglaterra, foi questionado se o Brasil também poderia passar por uma situação semelhante à chilena. “Eu expliquei que a reforma da Previdência, no Chile, foi feita na ditadura e as consequências estão aí. No Brasil, tudo foi feito em um ambiente democrático.”
A capitalização da ditadura chilena, diz ele, “foi feita sem proteção ao cidadão. O aposentado recebe 30% do que ganhava quando trabalhava. Nos países desenvolvidos, o valor chega a 60%”.
No dia em que o assunto for discutido novamente no Brasil, diz ele, “será preciso pensar em um sistema híbrido. Na faixa de trabalhadores que ganham até quatro salários mínimos não há condições de poupar”, o que é necessário na capitalização.
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