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Agência Senado
Sergio Moro

Em Riad, Bolsonaro diz que acionará Moro para porteiro depor à PF sobre caso Marielle

BRASIL
O presidente Jair Bolsonaro acusou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de atuar em conluio com o delegado da Polícia Civil encarregado pelo caso Marielle Franco para tentar incriminá-lo. Segundo Bolsonaro, Witzel o informou sobre a investigação, que corre em segredo de Justiça, no dia 9 de outubro. O presidente afirmou ainda que acionará o ministro da Justiça, Sérgio Moro, para que o porteiro do condomínio onde um dos acusados de matar a vereadora morava preste um novo depoimento à Polícia Federal.
“No meu entendimento, o senhor Witzel estava conduzindo o processo com o delegado da Polícia Civil para tentar me incriminar ou pelo menos manchar o meu nome com essa falsa acusação de que eu poderia estar envolvido na morte da Marielle”, disse Bolsonaro a jornalistas na saída do hotel onde está hospedado, em Riad, na Arábia Saudita.
De acordo com o presidente, Witzel sabia há pelo menos 20 dias que ele foi citado no depoimento do porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde morava Ronnie Lessa, um dos dois acusados de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018.
“Não sei quem é o porteiro. Eu não tive acesso (ao processo) como a Globo teve, como o Witzel teve. O processo corre em segredo. Nós sabemos que são pessoas humildes, que quando são tomados depoimentos sempre estão preocupadas com alguma coisa. No meu entender, o porteiro está sendo usado pelo delegado da Polícia Civil, que segue ordem do senhor Witzel, governador”, afirmou o presidente.

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