Diretor de associação de delegados da PF condena interferência de Bolsonaro no órgão: “Não é papel do presidente”
Foto: Política Livre
O diretor da Associação dos Delegados da Polícia Federal da Bahia, Roni José Silva, criticou, na manhã desta quinta-feira (22), a interferência do presidente Jair Bolsonaro sobre o comando da superintendência do órgão no Rio de Janeiro. Segundo o delegado, “a Polícia Federal é avessa a qualquer tipo de interferência política na nomeação de seus cargos”.
“Apesar de não termos na lei essa proteção da nomeação dos cargos, conseguimos conquistar essa autonomia na base do convencimento e das ações que a PF fez. Entendemos que não é papel do presidente da República interferir na nomeação de superintendentes. É um cargo de quarto escalão. O papel do presidente é dar autonomia a seu ministro para que ele nomeie o diretor-geral. O diretor-geral é que é responsável por munir os cargos da PF”, disse ao Política Livre, durante o Simpósio de Combate à Corrupção, no Shopping Barra.
Mari Leal
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