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Bastidores: Cúpula tucana ignora pressão ao manter Aécio no partido

Foto: Waldemir Barreto/Agência Brasil
Foi preciso cinco horas para que a executiva nacional do PSDB desse seu veredicto de manter o deputado Aécio Neves (MG) no partido. Os tucanos são famosos por ficarem em cima do muro, mas desta vez não era mais possível adiar o assunto. A reunião que selou o destino de Aécio ocorreu a portas fechadas, cuidado desnecessário. Quem estava do lado de fora pôde ouvir com clareza a discussão acalorada. “Você é minoria!” e “Isso está ficando muito ruim para São Paulo (defensor da expulsão do parlamentar)”, bradaram presentes. Cerca de duas horas depois do início da reunião e quando todos já davam como certa a rejeição do pedido de expulsão, houve uma tentativa de adiar a discussão. O governador de São Paulo, João Doria, foi apontado pelos colegas como autor da “manobra” – ele tem dito em conversas reservadas que manter um investigado nos quadros do partido vai prejudicar o PSDB nas eleições de 2020, 2022… Esta última que pretende disputar.
O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, saiu batendo pé contra a decisão da maioria de salvar Aécio da degola. “Foi um erro”, sentenciou. Afirmou que estuda apresentar novo pedido para expulsar o mineiro. O presidente da legenda, Bruno Araújo, já disse, porém, que Aécio é assunto encerrado. “Eu tenho formação em Direito, não é assim não”, rebateu Morando. No dia em que os tucanos decidiram decidir, Geraldo Alckmin não compareceu à reunião. Segundo sua assessoria, ele tem vindo pouco às reuniões da Executiva em Brasília no meio da semana, porque dá aulas às quartas-feiras.
Estadão

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