Pular para o conteúdo principal

No Senado, Wagner defende renúncia de Moro e compara revelações a Watergate

Foto: Globo News
Senador Jaques Wagner (PT)
Em sabatina com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado nesta quarta-feira (19), o senador baiano Jaques Wagner (PT) mais uma vez defendeu que o ex-juiz deveria se afastar do cargo para que se tenha uma devida investigação de supostas mensagens entre ele e membros da operação Lava Jato. O petista também criticou o fato do então juiz desclassificar o jornalista Glenn Greenwald, do “The Intercept Brasil”, que ganhou o prêmio Pulitzer, maior condecoração do jornalismo mundial. No questionamento, Wagner citou que Moro estava tentando impedir o “jornalismo investigativo” como feito, segundo ele, pelo jornalista americano, comparando ao caso do Watergate, que culminou com a renúncia do então presidente americano Richard Nixon.
Sobre o fato de Moro dizer sempre sobre “sensacionalismo” ao se referir sobre os divulgamentos do site, o senador baiano ironizou que as operações da Lava Jato sempre se pautou, em sua opinião, do mesmo artifício ao cumprir mandatos de apreensão com carros plotados, presença da imprensa e vazamentos de conteúdos de delações premiadas. Wagner, inclusive, relembrou do caso em que o então juiz Moro liberou áudios de uma conversa entre os ex-presidentes Lula e Dilma. Ao responder, Moro – como disse em todos os questionamentos – voltou a desafiar Greenwald a divulgar as supostas conversas entre ele e procuradores da força-tarefa às autoridades ou ao Supremo, e condenou a “ação criminosa” de hackers em curso no país. Ao falar do caso Watergate, o ministro lembrou que não se pode comparar o que está sendo feito aqui no Brasil, já que os conteúdos na íntregra eram divulgados a vários jornalistas e não em “conta-gotas”. Sobre a possibilidade de se afastar do cargo, Moro disse que sairia se achasse que cometeu algum delito, mas que este não seria o caso.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Procurador do DF envia à PGR suspeitas sobre Jair Bolsonaro por improbidade e peculato Representação se baseia na suspeita de ex-assessora do presidente era 'funcionária fantasma'. Procuradora-geral da República vai analisar se pede abertura de inquérito para apurar. Por Mariana Oliveira, TV Globo  — Brasília O presidente Jair Bolsonaro — Foto: Isac Nóbrega/PR O procurador da República do Distrito Federal Carlos Henrique Martins Lima enviou à Procuradoria Geral da República representações que apontam suspeita do crime de peculato (desvio de dinheiro público) e de improbidade administrativa em relação ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). A representação se baseia na suspeita de que Nathália Queiroz, ex-assessora parlamentar de Bolsonaro entre 2007 e 2016, período em que o presidente era deputado federal, tinha registro de frequência integral no gabinete da Câmara dos Deputados  enquanto trabalhava em horário comerc...
Atuação que não deixam dúvidas por que deveremos votar em Felix Mendonça para Deputado Federal. NÚMERO  1234 . Félix Mendonça Júnior Félix Mendonça: Governo Ciro terá como foco o desenvolvimento e combate às desigualdades sociais O deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) vê com otimismo a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. A tendência, segundo ele, é de crescimento do ex-governador do Ceará. “Ciro é o nome mais preparado e, com certeza, a melhor opção entre todos os pré- candidatos. Com a campanha nas Leia mais Movimentos apoiam reivindicação de vaga na chapa de Rui Costa para o PDT na Bahia Neste final de semana, o cenário político baiano ganhou novos contornos após a declaração do presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça Júnior, que reivindicou uma vaga para o partido na chapada majoritária do governador Rui Costa (PT) na eleição de 2018. Apesar de o parlamentar não ter citado Leia mais Câmara aprova, com...
Lula se frustra com mobilização em seu apoio após os primeiros dias na cadeia O ex-presidente acreditou que faria do local de sua prisão um espaço de resistência política Compartilhar Assine já! SEM JOGO DUPLO Um Lula 3 teria problemas com a direita e com a esquerda (Foto: Nelson Almeida/Afp) O ex-presidente  Lula  pode não estar deprimido, mas está frustrado. Em vários momentos, antes da prisão, ele disse a interlocutores que faria de seu confinamento um espaço de resistência política. Imaginou romarias de políticos nacionais e internacionais, ex-presidentes e ex-primeiros-ministros, representantes de entidades de Direitos Humanos e representantes de movimentos sociais. Agora, sua esperança é ser transferido para São Paulo, onde estão a maioria de seus filhos e as sedes de entidades como a CUT e o MTST.