Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública (José Cruz/Agência Brasil)
Começou Às 9h20 desta quarta-feira, 19, uma sabatina do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Pouco mais de dez dias após o site The Intercept Brasil vazar os primeiros diálogos que o envolvem, o ministro responde a perguntas de parlamentares, em audiência com ampla presença da oposição.
Moro reafirmou o caráter ilícito com que os diálogos divulgados foram obtidos, mas disse não ter visto nenhuma irregularidade nos trechos das mensagens trocadas com o procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal. O ministro também disse que o contato de juiz com promotores e advogados é algo comum na rotina do Judiciário.
“É uma interlocução informal, que é normal em qualquer fórum de justiça. O dado objetivo é demonstrativo de que não há nenhuma espécie de conluio: foram 44 recursos em cima de 45 sentenças. Qual é a convergência [com o MPF]? Também não é porque eu absolvi que eu tinha convergência com os advogados. Quem foi condenado, foi condenado com provas.”

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