Pular para o conteúdo principal

Dono de empresa sugere que eleitores de Trump devem se demitir

Em email enviado aos funcionários, CEO diz que quem apoia "a política de ódio" do presidente recém-eleito "não tem lugar" na empresa

Após a vitória do magnata Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos, o presidente de uma empresa on-line de entrega de alimentos a domicílio enviou um email a todos os funcionários sugerindo que eleitores do republicano deveriam pedir demissão.
Na mensagem, enviada na quarta-feira, Matt Maloney, CEO e co-fundador da Grubhub, não diz claramente que os eleitores devem se demitir, mas afirma que quem concorda com “a política de ódio, nacionalista e anti-imigrantes” do presidente recém-eleito “não tem lugar” na empresa. 
“Humilhar, insultar e ridicularizar minorias, imigrantes e pessoas com deficiência física ou mental pode ter funcionado para Trump, mas eu quero deixar claro que não há lugar para esse comportamento na Grubhub”, diz o texto de Maloney.
O CEO afirma que a empresa trabalhou por anos para “cultivar uma política de apoio e inclusão” e defende que “devemos unir diferentes perspectivas para continuar inovando – incluindo todos os gêneros, raças, etnias e preferências sexual, cultural e ideológica”.
“Se você não concorda com esta mensagem, por favor responda este email com um pedido de demissão”, conclui Maloney, eleitor de Hillary Clinton. “Não toleramos atitudes de ódio em nosso time”.
À emissora americana Fox News, Maloney garantiu que muitos empregados aprovaram a mensagem e que “quase 20%” dos funcionários o agradeceram pessoalmente. “Não estou envergonhado”, disse. Ele afirmou ainda que respeita o direito das pessoas de votarem em quem quer que seja, mas quis assegurar aos funcionários que “a companhia vai apoiar ativamente a diversidade e a inclusão – independentemente da política nacional”.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Procurador do DF envia à PGR suspeitas sobre Jair Bolsonaro por improbidade e peculato Representação se baseia na suspeita de ex-assessora do presidente era 'funcionária fantasma'. Procuradora-geral da República vai analisar se pede abertura de inquérito para apurar. Por Mariana Oliveira, TV Globo  — Brasília O presidente Jair Bolsonaro — Foto: Isac Nóbrega/PR O procurador da República do Distrito Federal Carlos Henrique Martins Lima enviou à Procuradoria Geral da República representações que apontam suspeita do crime de peculato (desvio de dinheiro público) e de improbidade administrativa em relação ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). A representação se baseia na suspeita de que Nathália Queiroz, ex-assessora parlamentar de Bolsonaro entre 2007 e 2016, período em que o presidente era deputado federal, tinha registro de frequência integral no gabinete da Câmara dos Deputados  enquanto trabalhava em horário comerc...
Atuação que não deixam dúvidas por que deveremos votar em Felix Mendonça para Deputado Federal. NÚMERO  1234 . Félix Mendonça Júnior Félix Mendonça: Governo Ciro terá como foco o desenvolvimento e combate às desigualdades sociais O deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) vê com otimismo a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. A tendência, segundo ele, é de crescimento do ex-governador do Ceará. “Ciro é o nome mais preparado e, com certeza, a melhor opção entre todos os pré- candidatos. Com a campanha nas Leia mais Movimentos apoiam reivindicação de vaga na chapa de Rui Costa para o PDT na Bahia Neste final de semana, o cenário político baiano ganhou novos contornos após a declaração do presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça Júnior, que reivindicou uma vaga para o partido na chapada majoritária do governador Rui Costa (PT) na eleição de 2018. Apesar de o parlamentar não ter citado Leia mais Câmara aprova, com...
Lula se frustra com mobilização em seu apoio após os primeiros dias na cadeia O ex-presidente acreditou que faria do local de sua prisão um espaço de resistência política Compartilhar Assine já! SEM JOGO DUPLO Um Lula 3 teria problemas com a direita e com a esquerda (Foto: Nelson Almeida/Afp) O ex-presidente  Lula  pode não estar deprimido, mas está frustrado. Em vários momentos, antes da prisão, ele disse a interlocutores que faria de seu confinamento um espaço de resistência política. Imaginou romarias de políticos nacionais e internacionais, ex-presidentes e ex-primeiros-ministros, representantes de entidades de Direitos Humanos e representantes de movimentos sociais. Agora, sua esperança é ser transferido para São Paulo, onde estão a maioria de seus filhos e as sedes de entidades como a CUT e o MTST.