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Como Donald Trump escapou do Exército durante a Guerra do Vietnã

O magnata conseguiu cinco isenções do trabalho militar, quatro por motivos educacionais e uma por motivos médicos

Durante a Guerra do Vietnã, o governo dos Estados Unidos realizou duas grandes loterias para determinar a ordem de chamada obrigatória dos jovens americanos entre 19 e 25 anos para servir o Exército. Por muitos anos, o atual candidato do Partido Republicano à presidência dos EUA, Donald Trump, afirmou que escapou do serviço por pura sorte.
Contudo, documentos divulgados pelo New York Times recentemente contradizem as declarações do magnata. Segundo o jornal americano, Trump conseguiu cinco isenções do trabalho militar, quatro por motivos educacionais – o magnata estudou administração da Wharton School da Universidade da Pensilvânia – e uma por motivos médicos.
Os registros médicos de Trump no Exército não detalham o motivo da dispensa, mas provam que não foi a sorte que livrou Trump do serviço militar. Segundo o NYT, o magnata foi diagnosticado por seu médico com esporão de calcâneo (proeminência óssea que cresce no calcanhar) em setembro de 1968, logo após se formar na faculdade, e um ano antes da primeira grande loteria, em dezembro de 1969.
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Entretanto, em uma entrevista ao jornal no mês passado, o republicano disse que o problema no calcanhar tinha sido temporário, sugerindo que não teve um impacto significativo em sua vida. Segundo Trump, a condição médica “não foi um grande problema, mas um problema suficiente”.
O magnata realmente participou do sorteio da loteria e foi rifado com um número de convocação muito alto, o que significa que deveria ser um dos últimos a ser chamados para o serviço, mas nunca poderia ser de fato convocado, porque já havia sido dispensado por licença médica. Sem a obrigação militar, Trump pôde seguir seu pai nos negócios.
As revelações do New York Times foram publicadas após o candidato republicano ser duramente criticado por atacar os pais de um soldado muçulmano morto no Iraque. Durante a convenção democrata, o pai do soldado, Khizr Khan, questionou as propostas antimuçulmanas de Trump e perguntou se o magnata já havia se sacrificado alguma vez pelo seu país. “O senhor não sacrificou nada nem ninguém”, ressaltou Khan.
O magnata também foi muito criticado pelo senador republicano John McCain, considerado um dos heróis americanos da Guerra do Vietnã. “Eu queria dizer ao senhor e à senhora Khan: obrigado por terem imigrado aos Estados Unidos. Somos um país melhor graças a vocês”, afirmou o senador McCain. Trump também fez piadas com o senador no passado, quando disse que ele “não foi um herói de guerra”, já que foi capturado.
Apesar de nunca ter servido o Exército americano, Trump se formou na Academia Militar de Nova York em 1964 e, assim como todos os outros homens americanos, se registrou nos serviços de seleção militares aos 18 anos.

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