Auditorias apontam que sistema interno de votação para comando da PGR é vulnerável a fraudes
BRASIL
Auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (Sppea), órgão de perícia do MPF, apontaram que o sistema interno de votação eletrônica do Ministério Público Federal, usado para a eleição da lista tríplice ao cargo de procurador-geral da República e outras votações internas, é vulnerável a fraudes. É o que mostra reportagem do jornal O Globo.
Os trabalhos foram realizados a pedido do procurador-geral da República Augusto Aras. Por causa da constatação, a Procuradoria-Geral da República decidiu adiar para o próximo mês a votação para composição do conselho superior do MPF.
A auditoria lança dúvidas sobre a credibilidade da votação para a lista tríplice, que é organizada a cada dois anos pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Aras foi indicado ao comando do órgão pelo presidente Jair Bolsonaro sem concorrer à lista tríplice e criticou essa lista.
Em nota, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) defendeu a “confiabilidade” das eleições. “No caso específico da lista tríplice, todas as etapas do processo foram amplamente auditadas, por consultoria externa e com extensa divulgação no site da ANPR. Nestas eleições, o código-fonte foi disponibilizado para análise e testes foram feitos exaustivamente pela própria ANPR, pelos candidatos e pela empresa de auditoria contratada. A zeragem dos votos ocorreu em ato público, com a presença de todos os candidatos, e neste momento um relatório foi retirado com impressão e registro de cada linha do programa”, diz a associação, em nota.
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