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A pedido de Lula, Odebrecht deu R$ 3 milhões a ‘Carta Capital’

Dinheiro saiu do departamento de propinas da empreiteira. Dinheiro foi registrado como “empréstimo” quitado “com espaços publicitários na revista”

A delação da Odebrecht revela como era rentável para a chamada “mídia progressista” a relação com o governo do PT. Além de ajudar a financiar campanhas e a enriquecer políticos corruptos com milionárias propinas, a estrutura montada pela empreiteira também ajudou a financiar veículos de comunicação notoriamente ligados ao PT, como a revista Carta Capital. Marcelo Odebrecht e seu pai, Emílio Odebrecht, revelaram em suas delações que pagaram 3 milhões de reais em propinas à revista.
Em um primeiro momento, o pedido de dinheiro foi apresentado a Marcelo Odebrecht e a outro delator da empreiteira pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Logo em seguida, o próprio ex-presidente Lula, valendo-se de sua relação de amizade com Emílio Odebrecht, procurou o patriarca da família para reforçar o apelo financeiro.
“O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega teria solicitado ao colaborador Marcelo Bahia Odebrecht apoio financeiro à Revista Carta Capital, pleito também feito ao colaborador Emílio Alves Odebrecht pelo ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido teria sido atendido e o Grupo Odebrecht, a título de empréstimo, efetuou o repasse de 3 milhões de reais, soma quitada na forma de compensação com espaços publicitários”, registra o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal.
Segundo os delatores, o dinheiro repassado à revista saiu do notório Setor de Operações Estruturadas, o departamento de propina que abasteceu dezenas de campanhas e ajudou a enriquecer centenas de corruptos no Brasil e no exterior. Além de retirar o sigilo do caso, o ministro Edson Fachin acatou o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e determinou o envio do caso envolvendo a Carta Capital à Procuradoria da República no Estado de São Paulo.

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