Assessora de Trump mentiu para justificar ação contra imigrantes
Kellyanne Conway culpou refugiados iraquianos pelo "massacre de Bowling Green". Porém, este atentado nunca aconteceu

Donald Trump e sua diretora de campanha, Kellyane Conway, escolhida por ele para ser sua assessora presidencial na Casa Branca
Por mais uma mentira desmascarada Kellyanne vem sendo duramente criticada e ridicularizada na imprensa americana e nas redes. Na entrevista, ela culpou dois refugiados iraquianos por um massacre fictício. A afirmação foi desmentida por jornalistas e analistas. Os fatos reais são: em 2011 dois cidadãos iraquianos foram presos por uma tentativa fracassada de enviar dinheiro e armas à Al Qaeda no Iraque.
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Os dois iraquianos presos moravam em Bowling Green, no Kentucky, e atualmente estão cumprindo sentença de prisão perpétua por crimes de terrorismo federal. Mas não houve massacre, nem foram acusados de planejar um. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, anunciando suas sentenças em 2012, informou: “Nenhum dos acusados foi condenado por planejar ataques dentro dos Estados Unidos”, mas por tentar ajudar terroristas no Oriente Médio.
Os “fatos alternativos” já tinham sido usados por Kellyanne para justificar a menor audiência na posse de Trump em relação à de Barack Obama. O próprio Trump também já recorreu aos “fatos alternativos” para dizer a congressistas que ganhou da democrata Hillary Clinton também no voto popular. De acordo com o jornal The New York Times, Trump disse que entre três e cinco milhões de imigrantes ilegais (e não autorizados a votar) escolheram Hillary nas urnas. Porém, essa é uma versão mentirosa dos fatos reais, compartilhada em redes sociais e em notícias falsas.
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