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Os presos teriam sido liberados antes de o processo ter sido remetido ao STJ, que deveria decidir seu destino, segundo relatou um ministro da Corte12 de junho de 2020 | 13:12

Soltura de presos de caso dos respiradores na Bahia é criticada no STJ, que pode determinar novas prisões a qualquer momento

EXCLUSIVAS
No Superior Tribunal de Justiça, para onde foi enviada a investigação relacionada à compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste que não foram entregues, o clima é de severas críticas à decisão da juíza Virgínia Silveira, da 2ª Vara Criminal Especializada de Salvador do Tribunal de Justiça da Bahia, que, antes de ter enviado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) o processo, resolveu soltar os empresários e demais investigados presos na Operação Ragnarok, da Polícia Civil.
Um ministro contou a um advogado que procurou informações sobre o procedimento em Brasília que o esperado seria que ela tivesse enviado o processo para o STJ, uma vez que há na investigação uma autoridade com prerrogativa de foro, mantendo os investigados pela Polícia Civil da Bahia presos até que o próprio Tribunal decidisse seu destino. Agora, ele disse que não vê alternativa, senão o STJ convocar a Polícia Federal para assumir o caso, o que pode resultar tanto em prisões novas quanto na daqueles que foram libertados.
Segundo o advogado, o mesmo ministro teria dito que não estão descartadas apurações sobre os motivos que levaram o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual e a própria Justiça baiana a pactuarem pela libertação de todos os que foram presos, se efetivamente houve um acordo ou concordância entre eles neste sentido.

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