Pular para o conteúdo principal

BC muda compulsório para injetar R$ 30 bi na economia

Agora, bancos poderão usar parte das reservas obrigatórias para operações de crédito

Impacto estimado das mudanças na economia será de R$ 30 bilhões
Impacto estimado das mudanças na economia será de R$ 30 bilhões (Reuters)
O Banco Central (BC) anunciou nesta sexta-feira medidas para adicionar liquidez à economia e aumentar a disponibilidade de crédito no mercado. As mudanças, cujo impacto estimado na economia será de 30 bilhões de reais, são justificadas pelo crescimento de mais de 100% do volume de compulsório recolhido, para 405 bilhões de reais em 2014; pela moderação na concessão do crédito; pela inadimplência em patamares relativamente baixos; e pelo recuo do nível de risco no sistema financeiro nacional.
A principal alteração nas normas do sistema financeiro foi no depósito de compulsórios, um dinheiro que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC, como forma de proteção ao sistema bancário do país. Agora, o BC quer permitir que os bancos usem até metade do recolhimento do compulsório referente a depósito à prazo em operações de crédito. "Assim, pelo prazo de um ano, 50% dos valores recolhidos poderão ser utilizados na contratação de novas operações de crédito e na compra de carteiras diversificadas (pessoas jurídicas e físicas) geradas por instituições elegíveis", diz o BC.
Leia mais: BC investiga conta paralela de R$ 4 bilhões da União
BC continuará intervenção no câmbio até o final do ano
Mantega anuncia pacote de incentivo ao mercado de capitais

Além disso, instituições financeiras com patrimônio de referência inferior a 3,5 bilhões de reais serão elegíveis, sem restrições, à condição de vendedoras das operações aceitas para fins de dedução do recolhimento. Com isso, amplia de 58 para 134 o número de instituições financeiras elegíveis.
Por fim, o BC reduziu a 3 bilhões de reais, ante 6 bilhões de reais, o patrimônio de referência das instituições que podem usar até 20% de seus recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista para empréstimos e financiamentos do Programa de Sustentação do Investimento (PSI).
Injeção pode chegar a R$ 45 bi -  O chefe do Departamento de Normas do Banco Central, Sergio Odilon dos Anjos, afirmou, na manhã desta sexta-feira,que os bancos terão até 45 bilhões de reais a mais em caixa disponível para empréstimos com as medidas publicadas hoje pela autoridade monetária. Além dos 30 bilhões de reais de liberação de compulsórios, o BC projeta que o impacto potencial das medidas, ao longo do tempo, pode chegar a 15 bilhões de reais. "Não pensamos na medida de hoje para amanhã. Temos de aguardar o comportamento da demanda para saber em quanto tempo esses 15 bilhões de reais se transformariam em crédito", explicou.
O economista se recusou a responder sobre o impacto monetário da medida, que será tratado posteriormente pelo BC. "Os 15 bilhões de reais não entram imediatamente na praça, é um processo. Segundo ele, as minutas publicadas hoje pela autoridade monetária não têm data para entrar em vigor porque ainda serão discutidas, mas disse que as demais medidas referentes a Basileia entram em vigor imediatamente.
(Com agências Reuters e Estadão Conteúdo)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Procurador do DF envia à PGR suspeitas sobre Jair Bolsonaro por improbidade e peculato Representação se baseia na suspeita de ex-assessora do presidente era 'funcionária fantasma'. Procuradora-geral da República vai analisar se pede abertura de inquérito para apurar. Por Mariana Oliveira, TV Globo  — Brasília O presidente Jair Bolsonaro — Foto: Isac Nóbrega/PR O procurador da República do Distrito Federal Carlos Henrique Martins Lima enviou à Procuradoria Geral da República representações que apontam suspeita do crime de peculato (desvio de dinheiro público) e de improbidade administrativa em relação ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). A representação se baseia na suspeita de que Nathália Queiroz, ex-assessora parlamentar de Bolsonaro entre 2007 e 2016, período em que o presidente era deputado federal, tinha registro de frequência integral no gabinete da Câmara dos Deputados  enquanto trabalhava em horário comerci
uspeitos de envolvimento no assassinato de Marielle Franco Há indícios de que alvos comandem Escritório do Crime, braço armado da organização, especializado em assassinatos por encomenda Chico Otavio, Vera Araújo; Arthur Leal; Gustavo Goulart; Rafael Soares e Pedro Zuazo 22/01/2019 - 07:25 / Atualizado em 22/01/2019 - 09:15 O major da PM Ronald Paulo Alves Pereira (de boné e camisa branca) é preso em sua casa Foto: Gabriel Paiva / Agência O Globo Bem vindo ao Player Audima. Clique TAB para navegar entre os botões, ou aperte CONTROL PONTO para dar PLAY. CONTROL PONTO E VÍRGULA ou BARRA para avançar. CONTROL VÍRGULA para retroceder. ALT PONTO E VÍRGULA ou BARRA para acelerar a velocidade de leitura. ALT VÍRGULA para desacelerar a velocidade de leitura. Play! Ouça este conteúdo 0:00 Audima Abrir menu de opções do player Audima. PUBLICIDADE RIO — O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (M
Corretor que vendeu imóveis a Flávio Bolsonaro admite fraude em outra transação Modalidade de fraude é semelhante a que o Ministério Público do Rio suspeita ter sido praticada pelo senador Foto :  Agência Senado O corretor responsável por vender dois imóveis ao senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) foi alvo de comunicação do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) sob a suspeita de ter emitido fatura abaixo do preço cobrado em uma transação imobiliária.  A modalidade de fraude é semelhante a que o Ministério Público do Rio suspeita ter sido praticada pelo senador nas operações com o mesmo corretor. De acordo com a Folha, no caso identificado pelo Coaf, o corretor tentou fazer uma operação de câmbio no Citibank em julho de 2015 no valor de R$ 775 mil. Ele admitiu a fraude ao relatar ao banco que o dinheiro tinha como origem a venda de um imóvel cuja escritura indicava, na verdade, o preço R$ 350 mil.  A instituição financeira se recusou a fazer a operação