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AFP
24 de agosto de 2020 | 10:18

Agência reguladora dos EUA autoriza uso de plasma para tratar Covid-19

MUNDO
A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos nos Estados Unidos, anunciou que autorizou o uso de plasma sanguíneo de pacientes que se recuperaram da Covid-19 no tratamento da doença, um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, acusar a agência de segurar a disponibilização de vacinas e terapias contra o coronavírus por razões políticas.
O anúncio da FDA para a chamada “autorização para uso emergencial” também vem na véspera da convenção nacional do Partido Republicano, na qual Trump será indicado para buscar a reeleição para mais quatro anos no poder, na eleição de 3 de novembro.
Um dia antes da aprovação pela agência, Trump citou o chefe da FDA, Stephen Hahn, em um tuíte no qual afirmou: “O estado profundo, ou quem quer que seja, na FDA está tornando muito difícil para as farmacêuticas conseguirem pessoas para testar as vacinas e as terapias”.
“Obviamente eles esperam atrasar a resposta para depois de 3 de novembro. Tem de focar na velocidade e salvar vidas!”
A FDA, que parece ter se apressado para fazer o anúncio no domingo (23), disse que as evidências iniciais sugerem que o plasma sanguíneo pode reduzir a mortalidade e melhorar a saúde de pacientes quando administrado nos primeiros três dias de hospitalização. Não está imediatamente claro qual será o impacto desta decisão.
Segurança
“Parece que o produto é seguro e estamos confortáveis com isso e continuamos a não ver sinais preocupantes de segurança”, disse, em entrevista, Peter Marks, diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA.
A agência também afirmou que determinou que esta é uma abordagem segura em uma análise com 20 mil pacientes que receberam este tratamento. Até agora, 70 mil pacientes foram tratados com plasma sanguíneo.
Os pacientes que mais se beneficiaram do tratamento são aqueles com menos de 80 anos e que não estavam no respirador, disse a agência. Esses pacientes tiveram uma taxa de sobrevivência 35% melhor um mês depois de receberem o tratamento.
O diretor da FDA, Stephen Hahn, disse que Trump não falou com ele ou com a agência e não teve participação na decisão de fazer o anúncio ontem, domingo

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