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 Em reunião esvaziada, Meirelles encontra correligionários no Paraná




Henrique Meirelles
Com a presença de cerca de 40 filiados e de apenas um nome eleito pelo MDB do Paraná, o pré-candidato à Presidência da República nas eleições 2018 pelo partido, o ex-ministro Henrique Meirelles, participou de reunião na sede do diretório estadual da legenda, em Curitiba, nesta segunda-feira, 23. O encontro contou apenas com um membro da Executiva Estadual, o deputado federal João Arruda, sem a presença de nomes importantes do MDB, como do senador Roberto Requião. O ex-ministro minimizou o fato de não ter apoio de nomes importantes da legenda no Estado e disse que sua candidatura pela sigla é praticamente certa, estimando apoio de quase 80% dos correligionários. Ele afirmou também que o que vai determinar sua vitória na candidatura à Presidência é o tempo de televisão e a estrutura nacional do partido. “O que preciso para consolidar a candidatura é o apoio do MDB, o que é suficiente. Aliança com outros partidos é positivo, mas não decisivo. O que é decisivo é o tempo e a presença nacional”, disse. Pelo Twitter, Requião ironizou a passagem do companheiro de sigla pelo Estado, afirmando que tinha “outros compromissos”. “O Meirelles representa este modelo ‘liberal’, bárbaro, que nos colocou na crise que vivemos. Erro brutal na condução da economia, ditadura dos bancos”, escreveu na rede social. Ele ainda afirmou que o pré-candidato deveria ser recebido no Estado pelo grupo político do ex-governador Beto Richa (PSDB). “Seria o correto”, escreveu. Mesmo João Arruda, que acompanhou Meirelles na visita a Curitiba, não ficou até o final da reunião com correligionários do MDB, afirmando que tinha compromissos pré-agendados. Durante convenção do partido no Estado neste sábado, 21, o deputado colocou seu nome à disposição para o governo do Paraná caso a sigla desista de se coligar ao PDT do pré-candidato Osmar Dias nas eleições 2018 . “Meu nome é uma alternativa”, afirmou o parlamentar. Na convenção, Requião disse que a decisão do MDB do Paraná depende do cenário das candidaturas nacionais ao Planalto. Ele criticou a possível escolha de Meirelles como postulante ao cargo. “Ele não consegue chegar a 0,3% (de intenções de voto) no Paraná”, afirmou.

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